Exercito de Salvação

sábado, 13 de setembro de 2008

Deus não faz guerra fria

Vivemos em uma sociedade imersa em valores capitalistas e construída por esses mesmos valores. Em todos os níveis de relações humanas percebe-se o traço característico dessa dinâmica da existência, onde o indivíduo busca desenfreadamente a satisfação dos seus desejos através do acúmulo e usufruto de bens materiais.

Tal postura é decorrente da própria doutrina capitalista, que apregoa que a satisfação pessoal é um bem a ser adquirido quando se compra um de seus produtos. Basta uma olhadela em outdoors para entender essa "verdade" capitalista ; "vem ser feliz na loja tal", "o lugar pra ser feliz é aqui", "amo muito tudo isso".

Ao conectar a obtenção de felicidade, amor, companhia, etc. à posse de objetos utilitários como celulares, tênis, casas e chocolates etc. a campanha publicitária massiva feita pelas grandes corporações torna cada um desse produtos uma necessidade àquela pessoa que vive segundo os padrões desse sistema. Ao procurar por sua identidade no mundo capitalista, o indivíduo procura o sentimento que realmente necessita no produto que promete saciar sua necessidade. Mas que, como cristãos sabemos, não o faz.

Sempre querendo mais para alcançar a paz, esse cidadão educado pelo mercado, move as engrenagens dessa máquina. Alguns agridem e matam seus semelhantes atrás dessa sensação de poder que o dinheiro e as posses dão.

Será que nós, cristãos, entendemos que essa proposta capitalista é totalmente oposta à que Deus nos fez em Cristo? Tal constatação nos coloca instantaneamente como arquiinimigos desse sistema sugerido por satanás e instaurado pelos homens que o obedecem. Porque quem mais sugeriria que a felicidade do homem está ao alcance das suas próprias mãos do que aquele que quer manter as pessoas longe do amor de Deus? Por incrível que pareça, as nações mais envolvidas com a propagação dessa ideologia – durante a história - se auto-intitulam cristãs.

Será que já nos acostumamos a ver nosso semelhante e o planeta sofrendo nossas más decisões -causadas pela ganância- e chamamos isso de "nossa cultura"? Será que aceitamos as imagens de guerras e seus mortos e feridos em nosso televisor como um bom digestivo para o nosso almoço, no horário do jornal Hoje?

Nossa postura belicosa, muitas vezes nacionalista, mostra que esquecemos que não somos daqui; que somos peregrinos e que nossa verdadeira nação está no céu. Somos todos de uma mesma raça ao redor de todo o mundo, independente de religião, língua, cor, formato do corpo ou patrimônio. Deus quer que amemos a todos, inclusive os que julgamos nosso inimigos.

É difícil dizer quantas vezes julgamos as pessoas pelas suas aparências antes de conhecê-las, e isso também é um valor fortemente pregado por essa sociedade. "Mas Deus vê o coração..."(1 Sm.16:7)

Com tamanha propaganda, aliada à tendência humana de tentar governar sua própria vida, correremos o risco de, mesmo sendo cristãos, cairmos nessa armadilha engenhosamente preparada pelo inimigo. Podemos facilmente esquecer o chamado do Senhor a não nos conformarmos com a situação do mundo (Rm 12:1-2) e vivermos regrados pelos mesmos valores que regem a vida de milhões de pessoas que não crêem verdadeiramente nas palavras de Jesus.

Quanto ao nosso trato com o dinheiro, é impossível sermos servos de Deus e das riquezas ao mesmo tempo. Tratar os bens que possuímos como bençãos de Deus e sermos bons mordomos dos mesmos é nosso dever. Serví-los como se fossem a fonte de nossa alegria seria abrir mão da verdadeira alegria que Deus nos dá.

Não calemos a voz do Senhor quando fala ao nosso coração. Deixemos que Ele nos mostre a verdade e não temamos questionar àquilo que por muitas gerações cristãs tem sido dito como certo a respeito do sistema mercadológico que vivemos. Se não está na palavra de Deus, seja maldito (Gl 1:9).

Bendito seja o Senhor Jesus, que é a verdade, para sempre.

Seja bem-vindo(a)!

Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!

Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.

Gabriel