Venho falar sobre a indecência da televisão brasileira e do seu exercício da liberdade de imprensa.
Falo não por reclamarem da privacidade dos envolvidos - pois [apenas] ricos tem privacidade, ainda que o infame e misógino cidadão afirme publicamente seus atos e os aprecie no Orkut - mas porque a Rede Globo/RBS, que em Santa Catarina é o Grande Irmão, tenta de todas as maneiras esconder notícias que dizem respeito a mim, como cidadão dessa cidade, como eleitor, como professor, como futuro pai. Eu tenho direito de saber.
É indecente, repito, que a Liberdade de Imprensa seja negativa - que ela além de não divulgar notícias de tal magnitude - por envolver pessoas do seu alto escalão - se manifeste para ir contra o processo democrático, instituindo uma censura mercadológica, numa hipocrisia que dá nojo.
Fosse quem fosse, esse ato selvagem contra uma menina de 13 deveria aparecer. Que as identidades fossem preservadas, mas a situação fosse mostrada. A imprensa não pode esconder isso do povo.
Quem os deu autoridade pra dizer o que é certo e errado, para dizer o que eu posso saber ou não? Com certeza não deve ser um jornalista, repórter, redator, ou âncora de meia tigela, que deve ter lido um pouquinho de antropologia e sociologia, e feito um monte de disciplinas sobre como se vender para uma rede global, e não sentir nenhum peso na consciência.
Que comam seu dinheiro até se engasgarem. O meu, pelo menos, vou parar de dar a eles. Meus dois olhinhos vão ver coisas mas belas e construtivas.
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