Exercito de Salvação

sábado, 14 de março de 2015

Sobre as manifestações pós-eleitorais de 2015

Sobre as manifestações, um posicionamento pessoal:
Não acho que o PT seja mais hábil em desviar verbas que outros partidos, mas que para executar as reformas de base que executou no âmbito de combate a pobreza, foi necessário sim, molhar bolsos de políticos e de empresas. Ai entra uma questão: porque isso é necessário? Por causa do sistema político e de toda uma má vontade da população em geral com mudanças e tb dos empre$arios. Reforma política é um imperativo para um verdadeiro democrata...a não ser que concordemos com o Lobão, que política deve ser feita por ricos de meia idade que estudaram direito (bom, até pode ser se for em favor do povo e da eleição, mas geralmente esses ilustres não fazem isso, plutão geralmente não se importa com reles mortais).
Divergências de modelo econômico não justificam por o governo na mão de gente com a mão diretamente na sujeira, sem inversão do ônus da prova... minha opinião. Tendo visto que todo mundo pôs a mão na botija, deve haver isonomia no julgamento, algo que ainda não estamos vendo acontecer.
Com relação às questões morais volto a dizer: como cristão me sinto tranquilo em ter votado cada vez em Lula e em Dilma, e ter podido escolher deputados que defendam as causas com que minha consciência tem ficado em paz. Votei pelo pragmatismo, bem estar social. Vamos ter que fazer os ajustes, sim, mas acredito que seja necessário. Entretanto, no presente momento, sou a favor de austeridade com combate à corrupção o que acredito estar acontecendo.
Sou um anarquista - acredito que não há governo no mundo que me impede de fazer o que eu quero - primeiro porque sou livre, internamente, de qualquer sistema de opressão (MT 10:28) e porque a liberdade que tenho é para fazer o bem. Então, nunca tenho que fazer nenhuma concessão moral para votar nas causas sociais, porque não voto para a construção da minha fé ou para criar uma democracia religiosa, mas para a construção de um estado que julgo proteger os mais necessitados, pois acredito ser uma tópica do princípio cristão de quem conosco não ajunta, espalha.
Agora, como me perguntaram dia desses, o anarquismo É uma utopia... enquanto houver uma pessoa disposta a fazer o mal, será impossível vivê-lo, por isso acredito ser essa vontade de auto-gerência capaz de realização plena apenas em Kairós...não em Cronos...também por isso o pragmatismo... não me lembro de ter anulado meu voto.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Breve texto: Sobre nova educação, educação em arte e paradigmas acadêmicos em artes e ciências humanas.

O processo educativo numa época de sobrecarga/sobrexposição cultural que de forma paradoxal incide sobre um alunado que  se forma em meio a crise de pertencimento da pós-modernidade apresenta aos educadores uma série de problemas que tem o potencial tanto de renovarem a nossa área de atuação quanto de cavarem nossas sepulturas, nos enterrarem e celebrarem nosso enterro.

No processo geral do ensino escolar esses problemas já foram discutidos há bastante tempo, sobretudo no alvorecer do século XXI onde o acesso à informação com rapidez deixou marcas indeléveis no processo de ensino-aprendizagem. Esses processos de desconstrução da relação professor-aluno impulsionados pela crise geral do saber/ser do Flower Power, foram levados às portas da última instituição moderna que talvez tivesse alguma relevância técnica por causa de seu caráter 'científico-profissionalizante', a escola.

É claro que a grande maioria dos professores se manifesta contra uma suposta rebelião da classe discente num enfoque 'pessoalizador', mas trata-se de um problema conjuntural profundo, capaz de reorganizar nosso potencial profissional. Entre os frutos da crise das instituição modernas - entre elas a família 'tradicional' - houve a potencialização do protagonismo dos jovens em questões sociais-comportamentais, e por maior que tenha sido a resistência, esse processo de protagonismo juvenil tornou-se paradigmático na maioria das situações de ensino-aprendizagem. Com o advento da web 2.0, interativa por definição, a acentuada troca de papéis viabilizada pela inclusão digital conduz à caduquice a visão bancária de educação, pelo menos no que diz respeito à condição cognitiva dos estudantes e a relevância dos conteúdos aprendidos.

Reconhecendo isso, contudo, não estamos dispensando o professor do processo educacional, pelo contrário, convidando-o a se tornar mais ativo na articulação dos diversos campos de seu conhecimento - formação acadêmica, experiência empírica e conhecimento de tendências contemporâneas de sua área - enfim, convidando-o a participar de um processo continuo e gratuito de formação continuada. Na realidade, o papel do professor se acentua no contexto descrito e ainda mais na formação universitária, uma vez que, dada quantidade de disponibilidade de informação quase patológica o processo de construção de conhecimento é mais dificultoso.  A provocação à alteridade que o ensino superior propõe torna-se mais desafiadora porque o processo de aprendizagem obtido por meios 'próprios' e  por autonomia do estudante - sobretudo em idade adulta - é absorvido afetivamente de uma maneira intrínseca que impede a problematização dos conteúdos do(s) conhecimento(s) - o seu e o do outro -, não revelando de maneira objetiva o pano de fundo comum no qual se constrói qualquer conhecimento - a cognição humana. Nesse sentido, uma educação canônica/bancária em nível superior, embora profissionalizante, falha no âmago do pressuposto universitário e não proporciona 'a construção do conhecimento pelo domínio dos meios e conhecimento dos processos' mas apenas 'legitimiza' alguns conhecimentos em nível superior por meio de um diploma. É uma educação humanística com dois pontos: a entrada na universidade pela porta da frente e a saída na colação de grau com a 'benção do Reitor'. Não se educa para a liberdade.

Quando assim se dá, em especial nas artes e ciências humanas, mas também em diversas outras áreas - constrói um ambiente de epigonismo em que a educação bancária causa ainda mais dano do que na escola básica; uma vez que a escolha de uma carreira no ensino superior é feita pelo estudante - alguns já profissionalizados mas não 'universalizados' - torna-se muito cômodo para os atores do processo educacional se omitirem à problematização dos processos de legitimação do conhecimento/e de estética e 'fornecerem diplomas' como imperativo do mercado de trabalho.

Sabemos que na área de música e de artes em geral no Brasil especialmente, até  pouco tempo atrás fora de uma universidade um diploma de graduação não servia para muita coisa - nós músicos  tínhamos que ter carteirinha da OMB pra tocar na noite... entretanto, acredito que a experiência universitária para as artes é riquíssima e indispensável para a formação de artistas-pensadores, propositores de estéticas, relevantes na sociedade e é o maior legado que uma graduação universitária em arte deixa para seus estudantes. 

Portanto, é imperativo que, ainda que reconhecendo o protagonismo dos nossos estudantes nas áreas que para eles são confortáveis (o uso produtivo de tecnologia é uma das mais salientes nesse tempo) os professores sejam capazes de articular, desafiar, sondar as dificuldades dos seus estudantes e conduzi-los a uma liberdade criativa que seja o verdadeiro foco do ensino de artes humanístico que é o centro da presença da universidade de artes na sociedade.

Ou seremos suplantados pelos conservatórios no feliz dia em que o Brasil estiver cheio deles.


domingo, 8 de março de 2015

Agnus Dei Qui Tollis Pecata Mundi


Ceres não condiciona nossa alegria... na fartura e na carestia continuaremos Vivos.

Baco nos foi dado como cativo e temos seu espólio... não nos dominará... da beleza das uvas e da vida podemos desfrutar com a liberdade com a qual fomos feitos livres.

Hermes não nos confundirá com sua luz... já não somos escravos de seus conselhos confusos e sua luz não mais nos confundirá na busca por contentamento. O Conhecimento está em nós.

Marte não nos comanda em suas batalhas ególatras e sanguinolentas...  estamos engajados em um combate muito mais excelente e de seu exército somos desertores.

Hades morrerá de fome... não terá mais servos em grande número para o servirem... pois, exilados, resgatados, estes o deixam a cada dia.

O clamor de Gaia pelos maus tratos que vem sofrendo é muito grande e não tardará sua vingança contra todos os seres feitos de sua própria substância.

Entretanto, nós que fomos recolhidos por Paraclito e que vivemos na carne e no Espírito, temos a esperança de que, ainda que esse templo mortal desvaneça temos um templo incorruptível que nos aguarda fora de Cronos - o último dos nossos opressores.

E, enfim, conforme disse o Cantor que Salmodiava e Aquele de quem Cantava " Nós seremos deuses".

Amem

sábado, 7 de março de 2015

Philos, Eros, Thanatos, Agape e Evangelion


Philos é para nossa humilhação perante a natureza que há em nós;
Eros é para nossa humiliação perante a natureza que há nos outros e no mundo;
Thanatos é o nosso doloroso chamado à terra e manutenção do cosmos;
Evangelion é a nossa esperança de glorificação;
Agape é o uso do livre arbítrio que viabiliza a esperança.

Philos, Agape, Dinamos e Tanatos


Institucionalizar o 'amor/ágape' é impossível (gosto de lembrar do Jim Carrey no Todo Poderoso). Chegar à paz/shalom sem o amor/ágape é impossível - viveríamos, como hoje vivemos, ainda na lei de talião. Nos resta nos esforçar muito como seres humanos para buscar criar o respeito entre todas as pessoas - 'amor/philos'- e atrasar um pouco o fim deste tempo. Em todas as tentativas de se buscar a ordem por meio de 'força/dinamos', ainda que na busca de justiça, gera-se muito mais violência e morte do que se fôssemos deixados ao exercício do livre arbítrio regado por verdades apriorísticas de valor real (direitos humanos).
Pra ouvir ao som de "Imagine". Se não houvesse céu/esperança teríamos que, paradoxalmente, ser muito medíocres em toda nossa imaginação.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Garota Coscarque é encontrada após dez anos desaparecida e finalmente comprova: Coscarque funciona mesmo!

Por BilicoNews

Segunda-feira, 03 de março de 2015. Teria sido um dia comum para o escritor porto-alegrense Atanápio Jupalipa, se não tivesse quebrado uma regra de sua rotina para escrever os esboços de seu novo livro de ficção, “Canetas não falam”. Segundo Atanápio, foi depois de uma pane generalizada no seu computador que decidiu escrever os seus esboços à mão: “Deixava minha mulher utilizar meu computador e ela instalou todas as barras de ferramentas possíveis no navegador. Por algum tempo isso não alterou o funcionamento dele, até que ela instalou o Baidu e meu PC parou de vez. Tive que voltar aos antigos métodos de minha produção literária: lápis e borracha”. 

“Foi então na manhã dessa segunda-feira que algo muito estranho aconteceu. Ao pegar o que eu supunha ser um lápis e começar a apontar, ouço um ruído agudo muito estranho. Percebi que vinha do lápis. Era voz de mulher”. A primeira reação do escritor foi de estranheza absoluta. Depois, com a ajuda de um estetoscópio comunicou-se com a diminuta mulher. “Ela identificou-se como Rubenita Vargas, a 'Garota Coscarque'. E eu lá sabia o que era isso!”. Rubenita, em prantos, explicou que Coscarque era um famoso chá emagrecedor dos anos 90 que caiu em absoluto esquecimento na década seguinte. “Previa, desesperada, o fim da minha carreira de modelo. Somado ao sumiço do Coscarque das prateleiras as modelos vinham cada vez mais magras, cadavéricas. Me tranquei no meu quarto e comecei a consumir muita erva. A erva no caso era o Coscarque". "Coscarque funciona mesmo!” completa a modelo numa última tentativa de reviver a glória do antigo produto

Rubenita está na CTI do Hospital Menino Deus em Porto Alegre se recuperando. Ao dar-se conta disso exclamou “Eu não fui longe mesmo na vida... me internaram em Porto Alegre?”.Já Atatanápio está usufruindo dos seus 15 minutos de fama e decidiu rebatizar seu livro de contos e inserir a história de Rubenita. “Sim, se lápis podem falar, porque não canetas?”.
A assessoria de imprensa da Baidu LTDA não quis se pronunciar.


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Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!

Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.

Gabriel