Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Crítica à Bastardos Inglórios
Na quarta passada, dia 27, fui com a Aida assistir ao filme Bastardos Inglórios do distinto diretor Quentin Tarantino. Com a participação de Mike Myers e Brad Pitt.
A história do filme se passa na década de 40 em uma França dominada pelo III Reich de Hitler. Um grupo de 8 soldados judeus sob o comando de um oficial americano, tem o plano de se infiltrar na França e enfraquecer os pelotões nazistas em ataques-assalto (lembrando o saudoso game Commandos: Behind the Enemy Lines). São uma força-tarefa altamente especializada, e comandados pelo Tenente americano Aldo Raine, o Apache, interpretado por Brad Pitt.
De outro lado da trama é contada a história de Shosanna Dreyfus que vê sua família ser assassinada por oficiais da Gestapo e tem a chance de se vingar - digamos de passagem, de ficar BEM vingada.
Com uma utilização espetacular da fotografia, trilha sonora original, e um roteiro dividido em capítulos como em Kill Bill - outro filme seu - Tarantino constrói uma trama caótica que vai desenhando o filme de modo a levar a história a um fim incrível - mesmo que isso se esconda bem no meio das intricadas situações que aparecem.
Ótimo filme, recomendo a todos que assistiram filmes sobre a segunda guerra e ficaram indignados com a molenguice de alguns diretores - e àqueles que assistiram Kill Bill e admiraram a composição apesar de todo o sangue (risos).
Agradeço a Indianara Ramos pela sugestão :-)
Abraços,
Gabzmoreira
sábado, 23 de janeiro de 2010
Sobre o Big Brother Brasil.
Hoje me eximo da cordialidade com que tento tratar os assuntos sobre os quais escrevo aqui, e deixo de ser um crítico pra ser o defensor de alguns valores morais humanos que prezo muito.
Vim falar sobre a ignomínia da televisão brasileira, o endeusamento da cobiça, da falta do quê fazer, da exaltação ao dinheiro fácil e dissimulação. O BBB.
Já estamos na décima edição desse "programa" e me assusto ao ver o quanto dura uma coisa tão ofensiva e baixa - onde às pessoas são deixadas à mercê de seus instintos e comportamentos mais baixos (e não vou citar Paulo, use o seu senso de temperança).Por outro lado, se o programa for forjado, o problema é que os diretores e editores encontram ressonância perfeita com a mente e gosto dos tele-espectadores, o que é confirmado pelos altos pontos de audiência.
Big Brother consegue ser pior que as novelas da Tv Globo, que às vezes possuem bons escritores (BEM às vezes) nas poucas ocasiões que os romances não são pretextos para que o roteirista insira as baixarias e futilidades estilo Pan et Circus que a tv insiste em jogar para a platéia do Brasil.
Mas usando ainda a metáfora, não seria a Casa, um anfiteatro? E os Brothers não são como gladiadores confinados lá até o "brasil" decidir quem merece a dinheirama toda? Por favor, abaixem o polegar pra todos!Para mim, o Big Brother é uma amplificação do desejo talvez inato do ser humano que o leva à fofoca, a aquilo que não lhe diz respeito. Como quando há um acidente na estrada e um corpo coberto...Por falar nisso, o Big Bordel Brasil também é um cabide de emprego para a Revista Sexy e Playboy - não diz coisa muito boa a respeito do programa, não?
Pessoal, é ano de eleição! Não vamos permitir que futebol, big bosta brasil, carnaval, tudo o que essa mídia pobre nos manda de dejeto tirar nossa concentração do que realmente importa.
Não quero ser puritano e dizer que nunca fiquei mais de 10 minutos assistindo BBB na minha vida, mas mostro como é sintomático esse interesse pelo alheio, pelo fútil, pelo "babado" e pelo "bafão" que mostra quão baixos nó somos se assinamos embaixo disso.
Grande abraço a todos.
Gabz
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Baixo Roubado Em Floripa!
Novas de Janeiro
Gostaria de pedir desculpas por não ter escrito a tanto tempo. Virus no netbook com WinXP me convenceram mais uma vez que o negócio é Linux mesmo. E desta vez achei uma versão do Ubuntu Linux específica para os Netbooks - Ubuntu Netbook Remix. Instala "bootando" pelo pendrive. Dá pra experimentar sem instalar. Olha o link aí :D
link para o download do UNR
As novas: bom, parece que vou encontrar com o Pavarini semana que vem. Acredito que vai ser legal...talvez prove a tese dele de que a internet não virtaliza os relacionamentos e pode ser inclusive uma ponte para novos (a minha namorada que o diga hehe).
Fiz mais muamba na 25 de Março e na Santa Ifigênia do que fiz no Uruguai no final de Dezembro. Comprei um pendrive falso de um ambulante (literalmente - nem tinha mesinha) e um carregador de celular que não funciona. Amanhã vou devolver o carregador por que o dinheiro do pendrive já era (:-S).
Comecei a seguir o blog do Pr. Ariovaldo Ramos e tô lendo uns textos de um certo Paulo Brabo.
A Ana Carolina Ramos esteve nesse mês numa tribo Yanomami no Norte. Ela gostou muito, mas está com infecção no ouvido e não consegue dormir bem. Pelo amor que temos por ela, vamos nos condoer e orar por sua vida.
Um grande abraço aos amigos e amigas...
Detrás de um nariz vermelho (não de palhaço, de GRIPADO hehe)
Gabzmoreira
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Deus só é bom se for fixo! (Caio Fábio)
Oi Pessoal. Um ótimo texto do Caio Fábio. A fonte principal está no fim da postagem. Abraço. Gabriel
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Caio Fábio: Deus só é bom se for fixo!
Olhando Jesus, vejo Deus se relacionando com os seres humanos num mundo não-ideal, ou, caído, como se costuma dizer.
Assim, Jesus revela a relação de Deus com a vida conforme os olhos humanos a vêem. E propõe a relação do homem com Deus como amor a Deus que se manifesta de modo humano; amando a Deus no próximo.
Em Jesus, o amor a Deus, se torna algo simples como Ele disse que simples seria ver o Pai: simplesmente olhando para Ele: “Quem me vê a mim, vê o Pai”. Todavia, seguindo o mesmo sentido e qualidade relacional, Jesus disse que se Deus é visto no Filho do Homem, do mesmo modo Deus só é amado no homem.
Desse ponto em diante começa a vida com Deus que se faz marcar pelo “assim como...”
Sim, “assim como vos amei, amai-vos uns aos outros”. Ou: “Assim como vos fiz (lavando-lhes os pés)... fazei uns aos outros”. Ou mesmo: “Assim não será entre vós...”, como quando falou que o padrão de liderança entre os discípulos não era pela via do controle, mas do serviço e da doação do ser ao próximo e sem juízo. Ou, então, para não sermos longos demais, como quando disse: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
Desse modo, se substitui toda especulação pelo simples “assim como eu, assim seja com vocês, pois assim é conforme o Pai, o qual é visto em mim; pois eu e Ele somos Um”.
O interessante, entretanto, é que os humanos, que sempre criaram “imagens de escultura” para serem seus deuses, ou que, modernamente, cultuam, por exemplo, a igreja, a religião, gurus, etc..., como verdadeiros deuses —, ficam, entretanto, chocados, quando se diz que a “teologia” acabou, que a filosofia cristã especulativa e grega é uma estultícia, e que em Jesus está tudo... Sim, Deus aberto, explicito, santamente arreganhado.
Diante disso, questão é: como se pode cultuar uma imagem fixa e criada pelo homem e, ainda assim, ficar escandalizado quando se diz, fundado no fato de que “quem vê o Filho, vê o Pai”, que quem vê Jesus, vê Deus?
A resposta é tão obvia quanto o pecado humano: “Deus de pedra a gente topa, mas vivo e humano-divino, andando e nos chamando a andar, a gente não quer”.
Sim, porque se prefere qualquer coisa fixa, seja um ídolo de barro, pau, pedra, ouro, gesso, bronze, etc; ou seja um “Deus” feito de pacotes de salvação; de unções especiais feitas por homens especiais; ou algo coberto pela aura de uma espiritualidade ativada pela via de um rito, de um culto, de uma oferta, ou de qualquer outra forma de controle e gestão do sagrado — do que simplesmente crer que quem vê Jesus, vê o Pai; e tem tudo.
E por quê será assim tão simples e complicado, tanto para “pagãos” quanto para “cristãos”?
É que essa hiper-simplificação que a encarnação faz de Deus — quem me vê a mim, vê o Pai — não é fixa, porém insuportavelmente livre. E ninguém, de fato, ou quase ninguém, gosta de liberdade; como também não quer ter que possuir uma consciência que tenha que ser exercida o tempo todo, seguindo a simplificação suprema de Deus na Encarnação; a qual é simples, mas é tão livre como o vento que sopra onde quer. E, portanto, demanda a coragem da folhas que apenas se deixam levar... E isto conforme o Evangelho, nas vísceras da existência; e sempre inapelavelmente em Deus e com Deus.
Ao final, em algum momento final de verdade absoluta, todos os humanos vão ter que admitir que amaram muito pouco a liberdade; e, por tal razão, tendo tido tudo para viver livres, sempre criaram álibis para colocarem-se sob novos jugos de escravidão; até mesmo aqueles falados elameadamente como “liberdade”.
Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai”.
Mas o problema é que Ele não disse fiquem, mas sigam-me; não disse façamos aqui três tendas, mas afirmou que quem propôs tal coisa não sabia a loucura que pronunciava; não disse fujam do mundo, mas sim vivam nele livres do mal; não propôs nenhuma evasão da realidade, ao contrário, mandou discernir os tempos; não era previsível em nada, exceto em Seu amor e misericórdia; não se impressionava com gente, nem com lisonjas, nem com números, e nem com Seus próprios milagres, ou qualquer milagre, sempre afirmando que o grande milagre era amar apesar de tudo.
Assim, sempre escandalizou quem não deveria se escandalizar; e sempre escandalizou a todos aqueles que achavam que um homem como Ele não se ofereceria para ser amigo deles.
Por esta razão é melhor chamar pau e pedra, e doutrina e dogma, de “Meu Deus”; do que apenas ver o Pai em Jesus, e, sem especulação, ou teologizações, apenas “segui-Lo”.
Por isto, tal percepção é tão danosa aos fazedores de ídolos de latão ou de pacotão de barganhas cristãs com “Deus”, como também o é aos teólogos sofisticados, e, acima de tudo, à religião.
E por quê?
Ora, qual é a diferença entre um fazedor de ídolos de pedra e um fazedor de ídolos de idéias?
Outro dia um “alto clero” evangélico me disse que “a teologia é o estudo de Deus”. Que diferença há entre tal “curso sobre Deus” e um “treinamento” que um artífice de ídolos dá a um novo assistente de oficio?
“Quem me vê a mim, vê o Pai” é uma revolução que quase ninguém quer; pois acaba com quase tudo o que foi instituído como divino e sagrado. E isto vai da Macumba à Igreja Evangélica.
Enquanto isto...
Os mercenários, os lobos, ou os doutores de Deus, tentam convencer o povo de que se não forem obedecidos, ou seguidos em suas sabedorias, no primeiro caso haverá maldição; e, no segundo caso, uma viagem sem volta para fora da “sã doutrina”; a qual, só é sã porque é a deles; e eles são os “sãos” que não precisam de médico.
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!” —advertiu o velho apóstolo João!
Nele, que É Aquele que É,
Caio
Fonte: http://www.folhagospel.com/htdocs/modules/soapbox/article.php?articleID=37
domingo, 3 de janeiro de 2010
Lula , O filho do Mundo.
Olá Pessoal! Estou postando um texto que o prof. Fábio enviou, do jornalista Paulo Nassar. Muito interessante! Abraços!
O Filho do Mundo
Paulo Nassar
De São Paulo
Le Monde, El País, Financial Times são alguns dos jornais deste mundo cujas opiniões contam. Suas palavras assentadas na reputação intelectual e profissional legitimam ou não fatos ocorridos no âmbito político, econômico e social. Esses três jornais europeus, neste final de ano, colocaram o presidente Luís Inácio Lula da Silva no topo de suas listas de personalidades do ano. O "filho do Brasil" transforma-se em "filho do mundo".
O fato parece ter incomodado os jornais mais relevantes por aqui. Talvez digiram mal outras visões de mundo, que nos chegam com velocidade e sem controle.
Em outro tempo, as notícias sobre essa distinção internacional do presidente Lula demorariam semanas para atravessar os mares e chegarem para poucos. Agora, em um clique, milhões, ficam sabendo que, para muitos, lá fora "Lula é o cara".
Para a mídia tradicional brasileira só resta publicar, no outro dia, as boas e más notícias. Mas o atraso tecnológico midiático poderia se transformar em oportunidade: interpretações e opiniões competentes, embasadas em boa informação, a favor e contra, sobre os fatos do dia anterior.
A mediação que a imprensa nacional fazia entre o mundo e o Brasil enfraqueceu e perdeu a razão de ser. Hoje o brasileiro alfabetizado vai direto aos grandes veículos de comunicação internacionais e interage pela internet com a constelação formada pela rede social. E, a partir daí, cria sua opinião.
Ainda sobre Lula, "o cara", a notícia nacional é quase sempre uma opinião, que beira o esboço. Um estado jornalístico insustentável, frente a um tipo de leitor, cada dia mais bilíngüe, que já não casa com um determinado veículo de comunicação "até que a morte os separe".
As novas extensões do homem, articuladas a partir das inovações tecnológicas e do novo social, transformaram a criação, a produção e as formas de comunicação e de relacionamento. No novo ambiente sócio-tecnológico é irrelevante pensar nas questões relacionais e comunicacionais, entre elas as notícias, a partir de um instrumental superado e adequado às guerras delineadas em territórios definidos, defendidos por tropas identificadas e dependentes quase exclusivamente de máquinas e orientadas por um comando e controle centralizados.
A notícia circula cada vez mais em um universo sem centro e sem periferia. Quem discorda, por exemplo, dos rankings dos jornalões europeus, têm liberdade e tecnologia para criar suas próprias listas. Você se anima?
Paulo Nassar (São Paulo, 1953) é jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e diretor-geral da Aberje - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.
É também autor de vários livros, entre eles O que É Comunicação Empresarial (Editora Brasiliense), A Comunicação da Pequena Empresa (Editora Globo), Tudo é Comunicação (Lazuli) e Relações Públicas na Construção da Responsabilidade Histórica e no Resgate da Memória Institucional das Organizações (Difusão Editora).
sábado, 2 de janeiro de 2010
Crítica sobre Avatar - O filme.
Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!
Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.
Gabriel



