Exercito de Salvação

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

formspring.me

Trilha sonora da sua vida no momento?

No momento a voz da minha namorada e o irmão dela blefarem no pife!
Heheh...mas sobre música, tô ouvindo bastante Weezer, principalmente "Put me back together" do álbum raditude, tem até cover deles no meu youtube! http://www.youtube.com/watch?v=u_h-2-7hjR0

Abraço!

Fala que eu escuto, e respondo :-)

formspring.me

tenho mt vontade de aprender a tocar piano.vc me ensina?? xD

Oi! Tenho você no meu orkut (não lembro de ti)? Bom, se você morar em floripa posso te indicar bons professores (risos). Atualmente tô fazendo mestrado e viajando muito, então tá bem difícil dar aula. Mas toda a sorte do mundo com a música pra você! Quando estiver estudando e precisar de alguma ajuda pode contar comigo. Abraços!

Fala que eu escuto, e respondo :-)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Meu case - kustomize (2)

Oi pessoal...
Pra quem não acredita em coincidências na vida: estava despachando meu novo case (vide post de ontem) e adivinhem o que encontro no aeroporto de Floripa:





Funny isn't???

Tô no aeroporto ainda... embarque atrasou uma meia hora. Viva os aeroportos brasileiros! :-S

Arrumando o Blog ou "Roupa suja se Lava em Público"

Sei que "quase" ninguém (pra não insultar você, que improvavelmente está lendo esse texto) vai ler esse post hoje - por ser uma coisa (agora sim, sem trocadilho) quase-emo-internética-da-década-de-noventa.
É um post metalinguístico no qual eu falo sobre o próprio blog. E ponto denovo. Mais um...(risos)

Frequento o blog de um amigo meu há alguns dias, comentando cada texto que leio, afinal, são interessantes (e o cara é meu amigo). Antes de ontem resolvi segui-lo e o avisei. Não pedi que me seguisse, pelo menos não diretamente :D

Ontem ele me disse que não seguiu meu blog por não ter achado o botão "Seguir" na página. Eu sabia que eu era ruim de html, mas ruim de blogspot é demais pra mim. Levando em consideração que essa frase dele não era uma desculpa para o descaso com meu conteúdo crônico (de crônicas, bom essa foi fraca) resolvi mudar o botão "siga esse blog" de lugar. Então, Brasil (resumindo, mesu parentes :P), você já pode seguir o meu blog com mais facilidade do que a que você encontra ao votar num BBB ¬¬

Antes:


Depois:


É isso ai pessoal, sem muito o que falar. Hoje me mando pra Sampa pra voltar só em fevereiro.
Deixo como citação final de hoje uma resposta do Pavarini a uma pergunta muito interessante no formspring.me dele.
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Como a igreja (nós/instituições) pode servir de fato à sociedade?

demorei pra responder pq isso dá um texto enooorme, yuri. me sinto em liberdade p/ falar das falhas recorrentes pq sou um dos culpados por essa igreja anêmica e debilitada. afinal, ajudei a vender 10 milhões de livros p/ o rebanho e o remédio literário parece ñ ter servido nem como paliativo.
se uma geração que cresceu ouvindo músicas de primeira e lendo bastante ñ foi capaz sequer de preparar líderes p/ cuidar da galera de hj, o que esperar do futuro? é só passar por comus orkutianas de jovens adestrados p/ imaginar o que o futuro nos reserva. vem muito fogo por aí, e ñ tô falande de pentecoste. fogueiras de inquisição mesmo...
repensar os modelos usados p/ entreter ou policiar sexualmente a juventude quem sabe produzissem algumas exceções ao bunda-molismo vigente.
tanto falaram em sexo que o resultado tem sido uma legião de impotentes em vários sentidos...

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p.s: depois dessa acho que vou precisar dar uma limpa em "comunidades" do meu orkut ;D

sigo o Pavarini no meu blog o link é: http://www.pavablog.blogspot.com/

formspring.me

Tem algum sonho que sabe que vai realizar, mas ainda não sabe quando?

bem..que eu SEI que vou realizar diminui um pouco a lista (heheh) mas, acredito que conhecer todas as cidades importantes do planeta é um deles!

Fala que eu escuto, e respondo :-)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meu novo case!

Olá pessoal!
Hoje vim me gabar um pouco... finalmente tenho um case para teclado.
Depois de muitos anos levando aquele meu teclado que pesava como um fuzil (compensando cosmicamente o fato de eu não ter servido ao exército) comprei um controlador bem leve e um case. Mas isso não é tudo.
Falando em consonâncias cósmicas, hoje a tarde tive a oportunidade de conhecer a Kustomize (no Floripa Shopping) e fizeram o meu case. Ficou muito legal, com uma vida renovada e digno de levar meu novo controlador (risos)


Com mensagens de amor e paz, um grafite moderníssimo com inscrições singelas "Jesus é fiel" o case representa o que desejo para meu trbalho no ano que vem - todas as virtudes, qualidade artística e a benção de Deus em tudo o que eu fizer.

Estou divulgando o blog da Kustomize abaixo! Valeu pessoal da loja! Até a próxima!
Gabzmoreira

http://www.kustomizebrasil.blogspot.com

Correção Sobre o texto sobre Forró

Olá pessoal!
Onde estou no momento...de busão Porto Alegre Floripa... fotenho pra v6 (heheh)

Uma pessoa do e-mail comum da Música do Ceart/UDESC mandou uma correção atribuindo o texto do último post à Zé Teles, um crítico musical nordestino.
Estou sem paciência para verificar por mim mesmo a veracidade da coisa toda, entào se alguém se dispor, fique a vontade.
A questão importante, no final , é que concordo com quase cada sentença do texto, e que é algo para ser discutido.
abraços.

Aqui em baixo o e-mail da colega que corrigiu o post anterior;

Olá, pessoal

Este já é o terceiro e-mail que recebo de colegas do Curso de Música contendo o mesmo texto, cuja autoria foi atribuída incorretamente ao professor Suassuna, quando, na realidade, foi escrito pelo pernambucano José Teles, jornalista e crítico musical, estudioso da cultura nordestina e pesquisador de música popular.
O referido texto foi veiculado na coluna Toques Digitais do JC Online no dia 06/05/2008 e publicado no Jornal do Commércio do Recife, um dos principais veículos de informação de Pernambuco, em 07/05/2008, sob o título “A Música dos Valores Perdidos”.
Zé Teles também é autor do livro "Do Frevo ao Manguebeat", lançado em 2000 pela Editora 34. Trata-se de uma espécie de "compêndio" da história musical do Recife deste século. É um trabalho muito criterioso e bastante elogiado.
Enfim, essa é a versão que conheço da autoria do texto enviado pelos colegas e considerei interessante repassá-la para vocês. Tive a oportunidade de ler a crítica do Zé, enviada pelo meu mano, na época em que foi escrita (apesar de morar em Santa Catarina, sou nordestina e mantenho contato permanente com as coisas da região onde nasci). Inclusive, no momento, estou no Nordeste.
Um abraço,
Otildes Pamplona

domingo, 27 de dezembro de 2009

Critica do Sec. de cultura Ariano Suassuna sobre o FORRÓ ATUAL

Pessoal, recebi esse texto do e-mail comum da música na UDESC - do colega da licenciatura Rafael Camorlinga.
Muito interessante e enriquecedor , abraço.
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CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL

'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:

Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Priquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),
Chefe do puteiro (Aviões do forró),
Mulher roleira (Saia Rodada),
Mulher roleira a resposta (Forró Real),
Chico Rola (Bonde do Forró),
Banho de língua (Solteirões do Forró),
Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),
Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),
Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).

Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna

Observação:
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calypso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachaceiro, que gosta de puteiro, ou quando uma mulher canta 'sou sua cachorrinha'. Aonde vamos parar? Como podemos querer pessoas sérias, competentes? E não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, pq tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem 'ferro', 'quero logo 3', 'lapada na rachada'? Os homens vão e atendem. Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto... Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de 'forró' ou qualquer outro tipo de ruído!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Olá pessoal.
Quero desejar a todos uma festa feliz hoje a noite.
Estou com a familia da minha mãe em Rosário do Sul-RS.
Acredito que estamos melhorando...quem sabe entendendo (bem aos poucos) a mensagem do natal. No fim dessa década muitas coisas foram conquistadas, a discussão sobre o meio-ambiente foi um assunto importante que saiu das brumas das discussões dos fanáticos e tornou-se um debate das nações (muito embora não tenham feito praticamente droga nenhuma em Copenhagen esse mês). A mídia alternativa tem feito um embate a mídia massiva da televisão - resultado disso são as carreiras dos artistas mais dependentes deles próprios (e de gravadoras menos abusivas) do que das grandes gravadoras e políticos como Lula e Obama puderam ser eleitos visto a maior participação da população e alianças partidárias que quebraram as mais conservadoras.


Acho que se a mensagem no natal é o amor do Criador pelo mundo, amar aos outros intensamente é entender que amar a Deus sobre todas as coisas reflete em amar ao próximo como a nós mesmos. Amar ao planeta, amar aos necessitados, amar aos inimigos também - e nesse último quesito ainda estamos bastante longe, mas acho que nos primeiros estamos melhorando.

Tenham um feliz natal e se puderem leiam algo na bíblia sobre o nascimento de Jesus - (os capítulos iniciais dos evangelhos, preferencialmente Lucas, que tem mais texto nessa parte) acredito que ele foi o exemplo maior e o início das transformações que vivemos hoje.

Não tenho tempo de escrever nada muito longo, e também não é muito interessante, pois tem muita gente aqui querendo festejar e acho que vocês também...

Fiquem com Deus.

Gabriel.

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Por que nesta foto você está com chapéu a la Crocodilo Dundee?

Na verdade estou assim para demonstrar o que espero das minhas férias...um pouco de aventura, coisas exóticas e muita muamba. Entretanto, não consegui ver jacarés-do-papo-amarelo no camping na Guarda do Embaú ;-)

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

formspring.me

Opa, em português agora. Me façam perguntas no site http://formspring.me/gabzmoreira . Prometo não excluir até as primeiras 20...hehehe

formspring.me

Who inspires you the most?

Depende...
Musicalmente acho que gosto de Móveis Coloniais de Acaju, Ed Motta, Rock Gaúcho, Cachorro Grande...um, amercianos Weezer, ingleses - Coldplay.
A Bjork usa muito bem os sintetizadores...é super artística.

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formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/gabzmoreira

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What would your perfect day look like?

Acordar depois das 9, tocar piano até as 11, almoçar, assistir um filme com minha namorada a tarde - isso seria umas 16h. Dar uma volta e não pegar chuva (o que é um pouco difícil em floripa, às vezes). Voltar pra casa tarde e dormir cedo (será que um dia vou conseguir??)

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A privatização da humanidade das pessoas pelas instituições religiosas


Olá amigos.
Escrevo hoje um breve texto sobre algo que a algum tempo tenho pensado a respeito.
Como conseguimos transferir toda a amplitude da realidade da existência humana para as quatro paredes (e as relações humanas dentro delas) da igreja?
Se formos pensar com sobriedade , quantos de nós tem amigos, pessoas que prezamos profundamente, que estão fora da nossa igreja?
Quantos de nós tem uma fruição de arte (música, cinema, teatro, etc) que não se restrinja a aquelas que nos são apresentadas nos cultos?
E porque quando algum membro decide fazer um aniversário e convidar apenas os mais chegados por razões financeiras, é julgado como um rompante da comunhão da 'galera'. Será que a pessoa que vai bancar seu próprio aniversário não tem o direito de ter as pessoas mais íntimas perto de si. Até Jesus fez isso, não? (Marcos 9. 2-10)

Como conseguimos ser tão redutores e nos apropriar de tudo que nos é intrínseco como human@s e pseudo-espiritualizar tudo? Assim perdemos totalmente o vínculo com as pessoas que nos cercam, principalmente (e talvez unicamente) daquelas que não crêem no que cremos.

E também perdemos o vínculo com a verdade da palavra , porque a transfiguramos em coisas que não são essencialmente a bíblia. Ou seja, cantar música secular é pecado, e transformamos a música em divindade, enquanto banalizamos os corinhos e música da igreja cantando em qualquer situação sem a devoção necessária (não me entendam mal, não quero ser radical por outro lado, mas é um ótimo exemplo) pois só 'podemos' cantar esse repertório.

Isso é uma discussão preliminar, tem muita coisa pra falar sobre isso...

Mas é isso galera, detesto essas postagens de desabafo...mas talvez precise de uma dessas até pegar no tranco e escrever mais por aqui!

E FICA A PERGUNTA, SERÁ O NESTOR IRMÃO DO LOBÃO (VIDE FOTO).






terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Crítica à Perfume - A história de um assassino

Boa noite.

Bom, semana retrasada no Simpósio Internacional Villa-Lobos perguntei ao crítico do Jornal O Estado de São Paulo - João Marcos Coelho - sobre o papel da crítica num contexto educacional. No momento minha cabeça estava direcionada ao problema da falta de educação musical escolar e como que a crítica de jornal poderia instigar as pessoas a pensar a respeito dos 'objetos artísticos' ao invés de recebê-los como uma 'verdade' ou uma obrigação imposta por um 'pai midiático'.
Critiquei-o porque pensava que o crítico não poderia se ater às suas opiniões pessoais para divulgar uma interpretação de algo que não enriqueça às experiências estéticas e artísticas das pessoas.

Hoje, entretanto farei diferente. Assisti a um dos piores filmes que meus olhos e ouvidos tiveram a dedicação de perceber.

Claro, Perfume - a história de um assassino, não é de todo ruim, não. O figurino e a música são muito adequados...ao efeito proposto (e buracos deixados) por um roteiro péssimo, simplista, fatalista - extremamente previsível em alguns momentos e totalmente incoerente em outros - como uma espécie de último recurso e apelo aos expectadores para que permaneçam acordados esperando onde que a trama maluca vai dar afinal de contas.

A história é basicamente a seguinte. Um rapaz frances, no início do século XVIII tem um talento especial para perfumaria, é tarado por mulheres) e sai matando todas que encontra sozinhas no escuro para conseguir uma essência para um perfume. É caçado freneticamente por toda cidade, e quando é encontrado e condenado, adivinhem? O aroma do perfume que ele construiu comove toda a cidade em pleno momento da execução, transformando a plebe enraivecida em loucos por sexo. Uma suruba se inicia e até o bispo da cidade sai na safadeza. Obviamente, ele foge, mas desesperado por não sentir o 'amor verdadeiro' despeja em si mesmo o tal perfume e é devorado por mendigos.

Acredito que não precisaria falar mais nada para demonstrar a falta de riqueza na estrutura desse filme. Se você leu até aqui pode estar praguejando contra mim, mas acredite, salvei uma noite que você poderia passar com sua família, namorada, ou mesmo na internet.

O grande problema desse filme, por incrível que pareça ainda não é isso. Se encontra nas partes menos importantes, nos clichês cinematográficos, a começar pelo protagonista que é a perfeita dicotomia entre voracidade pelos cheiros (similar ao meu cachorro Billy) e um senso estético extremamente apurado, uma coisa que o diretor não resolve durante todo o filme, e que aperece também no fim, quando esse personagem que mata dezenas de mulheres decide morrer, pois nada valia a pena, se não sentia amor. Que personagem é esse?

A música parece o tempo todo querer seduzir o afeto do expectador, com ritmos do pulsar do coração, linhas melódicas agudas que ficam suspensas por tempos intermináveis, até onde o diretor achou que você deve relaxar ou não. A trilha sonora não é de época, é orquestral típica do séc. XIX (romantismo), super apelativa, de uma grandiosidade que remete à Piratas do Caribe, mas sem 10 por cento do valor artístico do roteiro.

E o fim, totalmente decepcionante. Se você tem um pouquinho de senso de justiça inato, vai desejar que o assassino seja executado, mas não. Todos o adoram, inclusive um dos pais que perdeu sua filha.

Nessas horas gostaria de saber bem francês, para poder falar palavrões com classe e pompa. lol

Por outro lado, se puder assistir UP - Altas aventuras é um filme redondinho, muito bem escrito e a família vai adorar.

Ouvindo http://www.youtube.com/watch?v=VwGw9kZgpYg


Seja bem-vindo(a)!

Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!

Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.

Gabriel