Olá pessoal!
Nesse dia 11/11 acordei inspirado, e comecei a improvisar sobre uns acordes uma melodia suave, na intenção de refletir a confiança que eu tenho que tudo vai dar certo quando confiamos na bondade de Deus.
E comecei a cantar, uma melodia sem letra, que no fim ficou 'meio' cacofônica. Como eu acredito que o 'humor' é um atributo divino, deixei a coisa como estava, e postei no youtube. Agora é com vocês, risos....
Abraços!
Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A música é a vida do som. A música é metáfora da vida?
A vida de todos obedece ao mesmo pano de fundo, Nascer, Crescer e Morrer. É esse o resumo da ópera. A diferença está nos niveis mais superficiais, onde nossas pequenas escolhas desenham um 'nivel médio' totalmente particular. A excitação e alegria da vida se processam no nivel da experiência, do momento, na superfície, na 'notinha musical' naquilo que parece irrelevante, cotidiano. Vivamos as dissonâncias, as notas de passagem e as harmonias momentâneas, até que o penúltimo acorde surja, e inveitavelmente voltemos ao repouso e silêncio.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O problema da música 'gospel' atual e possíveis caminhos a seguir.
Olá amig@s. Já não preciso mais me desculpar pela minha 'frequente ausência' neste blog. Vim postar um link de uma nova música que escrevi e está disponível no youtube. É uma proposta de música cristã que tenta fugir dos padrões da indústria gospel e da teologia da prosperidade, mas que procura a musicalidade do nosso tempo.
Geralmente as composições com letras mais 'sérias' tem conteúdo musical mais tradicional e não são tão aptas a tocar profundamente o coração de pessoas da nossa geração (posso discutir mais isso em outro lugar). Além de que o vocabulário utilizado nessas canções é mais tradicional e cheio de citações bíblicas, o que de certa forma restringe o alcance da mensagem simples e profunda do evangelho, por trás de complicações gramaticais ou do famoso 'evangeliquês', altamente indesejado pelo artista que quer comover as pessoas que não tem contato com o meio 'gospel' e precisam conhecer a mensagem.
Está aqui um ensaio que fiz nessa direção. Procurei ser musicalmente simples, teologicamente correto e gramaticamente simples, e acima de tudo, extremamente sincero, escrevendo o que eu sinto quando leio os evangelhos.
Abraços
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Música no Blog - Hoje é tempo de louvar
É isso ai galera, final de semestre é complicado... mais as coisas todas do casamento....
Pra dizer que esse espaço ainda é meu e não voltou para o banco do Google (hehe), resolvi postar uma música da velha guarda com um arranjo bossa novesco!
Abraços
Pra dizer que esse espaço ainda é meu e não voltou para o banco do Google (hehe), resolvi postar uma música da velha guarda com um arranjo bossa novesco!
Abraços
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Inverno em Chamas - Poema para 21 de Junho
Vento soprando em minha triste careca.
O frio, que sendo ausência, de mim retira o calor e meu vigor.
Seu rigor me tira a paciência.
Condescendência.
Seria ecologicamente incorreto desejar calor no inverno
Em tempo de créditos de carbono e de um temido retorno
à Idade da Pedra....
Vento, sopre mais forte ainda em minha alegre careca... pois que é Inverno...
Gabriel Moreira
O frio, que sendo ausência, de mim retira o calor e meu vigor.
Seu rigor me tira a paciência.
Condescendência.
Seria ecologicamente incorreto desejar calor no inverno
Em tempo de créditos de carbono e de um temido retorno
à Idade da Pedra....
Vento, sopre mais forte ainda em minha alegre careca... pois que é Inverno...
Gabriel Moreira
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Poema do Girassol
Quando a ventania passa, leva consigo a poeira
Cinzas e pó de guerras antigas que entramos ao acaso
(Deram-nos as armas quando já havia sido lutada. Oh, que derrota!)
Mas eis que o vento passa, e eu, o Sobrevivente, olho contra a luz do sol.
As coisas, ora poeirentas e sujas, tomam um brilho de novidade
A frente, os campos de batalha se transformaram em campos de Girassóis
Que tomam toda a minha atenção para sua beleza.
Que rudeza, que morte, que tristeza, que má sorte?
De tais coisas não lembro mais!
Ademais, o que farei com às tristezas da guerra a que fui conduzido, sem dela realmente fazer parte?
O cheiro,
A cor,
A Textura e a alegria
sábado, 7 de maio de 2011
A pseudouniversidade e a formação de mediocridades elegantes.
"A universidade só dará luz ao povo no dia em que pegar fogo".
Com essa frase anônima que li na parede da USP começo uma crítica muito pessoal à instituição universitária, principalmente nas ditas ciências humanas. Essa crítica é fruto da minha história de envolvimento enquanto estudante de graduação, mestrado e doutorado.
A universidade me parece, muitas vezes, como um gigante sem cabeça. Algo enorme, com muito potencial, mas com função social limitadíssima. Não apenas pela má administração da instituição, mas pela sua própria epistemologia e ontologia capengas.
A universidade, assim como a escola, igreja, estado, família e todas as instituições que nos são legadas da modernidade sofre uma crise existencial, de questionamento de seus valores e propostas.
O motivo é muito simples: elas todas tem em sua gênese o pensamento de que há um bem comum social que deve ser promulgado (ainda que esse esteja se construindo sempre em tensões nas Universidades, e, por oposição, na concordância normativa nas Igrejas); e em sua oposição há idéias subversivas e antiquadas que devem ser evitadas pelos danos que podem vir a causar à malha social e aos indivíduos. Enquanto a Universidade pesquisa e avança nas descobertas científicas, a Igreja (ou qualquer instituição religiosa) reflete sobre o uso dessas conquistas no que diz respeito a direcionalidade moral dessas mudanças propostas pelas universidades e avalia possíveis resultados de sua aplicação na vida das pessoas; seria o que chamamos de coloquialmente de perspectiva ética. É claro que em diversos períodos da história tanto a Universidade quanto a Igreja desempenharam mal os seus papéis.
Todo esse pensamento de direcionalidade e de finalidade que nutria essas instituições desapareceu. A escola não ensina, a universidade finge que pesquisa - e mais, às vezes finge que divulga o que pesquisa - e também finge que ensina seus alunos a pensarem por si próprios. Mas eu digo que isso não é culpa de professores ou alunos, em última instância, mas do lugar perdido dessas instituições que dificilmente se encontrará do jeito que a coisa está indo.
Primeiro, o que é ensinar na pós-modernidade? Sempre se teve em conta que o papel do professor de ensino fundamental é ensinar ao seus alunos coisas que eles ainda não sabem, para que se tornem aptos para o convívio em sociedade e desenvolvidos plenamente em suas capacidades cognoscitivas. Entretanto, o ato de escolher essa ou aquela matéria é uma escolha de valoração. Ou seja, escolhe-se ensinar aquilo que importa e não qualquer coisa. E dentro do que se ensina algumas coisas são mais importantes que outras: se prova, por exemplo, que em certa sociedade matemática é mais importante que artes pelo número de aulas de cada disciplina na grade curricular. Todas essas opções valorativas, do cerne da concepção da Escola, são desaconselhadas - ao menos na teoria - pelo pensamento pós-moderno. O próprio papel do professor é questionado: o conceito de 'mediação' (que em si é muito apropriado) pode se tornar uma fuga covarde para o educador que não sabe o que ensinar, nem como fazê-lo, em parte por ter saído da Universidade sem nenhuma formação diretiva e em parte pela sua falta de sinceridade. Educa-se para quê afinal de contas?
Chegamos então ao problema universitário. A própria Universidade, inicialmente pensada como um celeiro de cérebros e problemas a serem resolvidos, atualmente não sabe o porquê de sua existência. A única coisa que é muita clara para o jovem universitário é que tudo que ouviu a respeito de qualquer coisa antes de entrar na universidade é errada. Após essa grande limpeza cognitiva e emocional, o que os professores fazem, com o que preenchem o vazio de significado e consciência que ajudaram a promover? Com nada! Com um pouco de humor, eu poderia dizer que os 'inocentes' à esse processo perdem seu próprio cérebro e no seu lugar ganham um monte de conceitos abstratos, com pouca ou nenhuma conexão com sua experiência cotidiana. Foram criados ETs que também não sabem direito para que servem.
É claro que isso influencia a produção de conhecimento. A academia - especialmente em ciências humanas - quando não sabe o que fazer com respeito a algum postulado, apela para um termo guarda-chuva, 'relativização', e se alinha com alguma militância que diz respeito a essa causa. Ainda que as pesquisas demonstrem que a postura tomada pelos acadêmicos não é indiscutível, de nada adianta. Qualquer indício que aponte a uma verdade que diz respeito ao gênero humano como um todo será sempre questionada, por um exemplo que aponta aquela pessoa fictícia, lá na Indochina, que serve de exemplo contrário a qualquer afirmação que você faça que se aplique à todas as pessoas que você realmente conhece. Essa atitude petulante aponta um paradigma aceito: não existe nada que se aplique à espécie como um todo, que aponte uma conduta ou um fim. Existe um pressuposto antes de que as pesquisas se iniciem, e é claro que seus resultados não podem distoar dele. Evidências? 'Não, o corpo humano, a realidade física das pessoas, não é algo relevante a ser observado. Vamos nos retirar com elucubrações para a aura ou da 'alma', ou da 'aprendizagem', do 'indivíduo' ou do 'sujeito'. Qualquer opinião em contrário é tida como heresia.
A universidade, aliada com a lógica do capital, tem fomentado a desordem social que vivemos. Ainda que os seguidores de diferentes religiões co-habitassem e convivessem em harmonia, penso que eles teriam êxito se se respeitassem. Acredito, então, que o problema não é a questão multicultural. Mas a relativização - ou melhor, seu exercício deturpado - é utilizada tanto pela grande mídia quanto pela universidade, tem impedido pais ou pessoas preocupadas com a saúde emocional e física de crianças de protestarem contra a lógica do vale tudo que a grande mídia explora e contra a qual ela não tem um rival a sua altura (a universidade, enquanto instituição governamental poderia fazer esse papel, mas o governo não demonstra muito interesse por aquilo que não gira capital também).
Cenas de sexo em horário nobre? Quem tem 'moral' hoje em dia para questionar? O fato de que cada vez mais pessoas estão tendo suas relações sexuais antes dos 15 anos? Da banalização do amor? Do uso de álcool estar começando, também, mais cedo? Não se percebe isso como sintoma da falta de direcionalidade da proposta de formação de novos seres humanos?
Não estou propondo uma regressão à modernidade, aos absolutos, mas sim que sejamos críticos do pseudoavanço que tem demonstrado um tanto mais malefícios do que benefícios à formação de pessoas. Isso é responsabilidade social. De certa forma, a destruição do planeta é uma metáfora física desse processo humano; em nome de 'avanços' sem controle estamos destruindo a casa de diversas espécies por centenas de milhares de anos.
Um dia li a seguinte frase, e lembro que era de ótimo autor que me esqueço agora "O Senso Comum nunca está muito certo nem muito errado". E em tempos de uma universidade sem proposta isso me parece ainda mais verdadeiro.
p.s: Felizmente tive ótimos professores que não cabem nessas minhas considerações. E foi mesmo através deles que pude ver essa triste realidade. Embora sem perder a esperança.
Com essa frase anônima que li na parede da USP começo uma crítica muito pessoal à instituição universitária, principalmente nas ditas ciências humanas. Essa crítica é fruto da minha história de envolvimento enquanto estudante de graduação, mestrado e doutorado.
A universidade me parece, muitas vezes, como um gigante sem cabeça. Algo enorme, com muito potencial, mas com função social limitadíssima. Não apenas pela má administração da instituição, mas pela sua própria epistemologia e ontologia capengas.
A universidade, assim como a escola, igreja, estado, família e todas as instituições que nos são legadas da modernidade sofre uma crise existencial, de questionamento de seus valores e propostas.
O motivo é muito simples: elas todas tem em sua gênese o pensamento de que há um bem comum social que deve ser promulgado (ainda que esse esteja se construindo sempre em tensões nas Universidades, e, por oposição, na concordância normativa nas Igrejas); e em sua oposição há idéias subversivas e antiquadas que devem ser evitadas pelos danos que podem vir a causar à malha social e aos indivíduos. Enquanto a Universidade pesquisa e avança nas descobertas científicas, a Igreja (ou qualquer instituição religiosa) reflete sobre o uso dessas conquistas no que diz respeito a direcionalidade moral dessas mudanças propostas pelas universidades e avalia possíveis resultados de sua aplicação na vida das pessoas; seria o que chamamos de coloquialmente de perspectiva ética. É claro que em diversos períodos da história tanto a Universidade quanto a Igreja desempenharam mal os seus papéis.
Todo esse pensamento de direcionalidade e de finalidade que nutria essas instituições desapareceu. A escola não ensina, a universidade finge que pesquisa - e mais, às vezes finge que divulga o que pesquisa - e também finge que ensina seus alunos a pensarem por si próprios. Mas eu digo que isso não é culpa de professores ou alunos, em última instância, mas do lugar perdido dessas instituições que dificilmente se encontrará do jeito que a coisa está indo.
Primeiro, o que é ensinar na pós-modernidade? Sempre se teve em conta que o papel do professor de ensino fundamental é ensinar ao seus alunos coisas que eles ainda não sabem, para que se tornem aptos para o convívio em sociedade e desenvolvidos plenamente em suas capacidades cognoscitivas. Entretanto, o ato de escolher essa ou aquela matéria é uma escolha de valoração. Ou seja, escolhe-se ensinar aquilo que importa e não qualquer coisa. E dentro do que se ensina algumas coisas são mais importantes que outras: se prova, por exemplo, que em certa sociedade matemática é mais importante que artes pelo número de aulas de cada disciplina na grade curricular. Todas essas opções valorativas, do cerne da concepção da Escola, são desaconselhadas - ao menos na teoria - pelo pensamento pós-moderno. O próprio papel do professor é questionado: o conceito de 'mediação' (que em si é muito apropriado) pode se tornar uma fuga covarde para o educador que não sabe o que ensinar, nem como fazê-lo, em parte por ter saído da Universidade sem nenhuma formação diretiva e em parte pela sua falta de sinceridade. Educa-se para quê afinal de contas?
Chegamos então ao problema universitário. A própria Universidade, inicialmente pensada como um celeiro de cérebros e problemas a serem resolvidos, atualmente não sabe o porquê de sua existência. A única coisa que é muita clara para o jovem universitário é que tudo que ouviu a respeito de qualquer coisa antes de entrar na universidade é errada. Após essa grande limpeza cognitiva e emocional, o que os professores fazem, com o que preenchem o vazio de significado e consciência que ajudaram a promover? Com nada! Com um pouco de humor, eu poderia dizer que os 'inocentes' à esse processo perdem seu próprio cérebro e no seu lugar ganham um monte de conceitos abstratos, com pouca ou nenhuma conexão com sua experiência cotidiana. Foram criados ETs que também não sabem direito para que servem.
É claro que isso influencia a produção de conhecimento. A academia - especialmente em ciências humanas - quando não sabe o que fazer com respeito a algum postulado, apela para um termo guarda-chuva, 'relativização', e se alinha com alguma militância que diz respeito a essa causa. Ainda que as pesquisas demonstrem que a postura tomada pelos acadêmicos não é indiscutível, de nada adianta. Qualquer indício que aponte a uma verdade que diz respeito ao gênero humano como um todo será sempre questionada, por um exemplo que aponta aquela pessoa fictícia, lá na Indochina, que serve de exemplo contrário a qualquer afirmação que você faça que se aplique à todas as pessoas que você realmente conhece. Essa atitude petulante aponta um paradigma aceito: não existe nada que se aplique à espécie como um todo, que aponte uma conduta ou um fim. Existe um pressuposto antes de que as pesquisas se iniciem, e é claro que seus resultados não podem distoar dele. Evidências? 'Não, o corpo humano, a realidade física das pessoas, não é algo relevante a ser observado. Vamos nos retirar com elucubrações para a aura ou da 'alma', ou da 'aprendizagem', do 'indivíduo' ou do 'sujeito'. Qualquer opinião em contrário é tida como heresia.
A universidade, aliada com a lógica do capital, tem fomentado a desordem social que vivemos. Ainda que os seguidores de diferentes religiões co-habitassem e convivessem em harmonia, penso que eles teriam êxito se se respeitassem. Acredito, então, que o problema não é a questão multicultural. Mas a relativização - ou melhor, seu exercício deturpado - é utilizada tanto pela grande mídia quanto pela universidade, tem impedido pais ou pessoas preocupadas com a saúde emocional e física de crianças de protestarem contra a lógica do vale tudo que a grande mídia explora e contra a qual ela não tem um rival a sua altura (a universidade, enquanto instituição governamental poderia fazer esse papel, mas o governo não demonstra muito interesse por aquilo que não gira capital também).
Cenas de sexo em horário nobre? Quem tem 'moral' hoje em dia para questionar? O fato de que cada vez mais pessoas estão tendo suas relações sexuais antes dos 15 anos? Da banalização do amor? Do uso de álcool estar começando, também, mais cedo? Não se percebe isso como sintoma da falta de direcionalidade da proposta de formação de novos seres humanos?
Não estou propondo uma regressão à modernidade, aos absolutos, mas sim que sejamos críticos do pseudoavanço que tem demonstrado um tanto mais malefícios do que benefícios à formação de pessoas. Isso é responsabilidade social. De certa forma, a destruição do planeta é uma metáfora física desse processo humano; em nome de 'avanços' sem controle estamos destruindo a casa de diversas espécies por centenas de milhares de anos.
Um dia li a seguinte frase, e lembro que era de ótimo autor que me esqueço agora "O Senso Comum nunca está muito certo nem muito errado". E em tempos de uma universidade sem proposta isso me parece ainda mais verdadeiro.
p.s: Felizmente tive ótimos professores que não cabem nessas minhas considerações. E foi mesmo através deles que pude ver essa triste realidade. Embora sem perder a esperança.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Semana Disney no Mundo Real: O Casamento de Príncipes e a morte do 'cara mau'
Hoje alguém comentou que tivemos uma semana de Disney no mundo real: um casamento entre um príncipe e uma 'comum' e a morte do vilão. Às vezes, a impressão que eu tenho é que realmente tentam nos ensinar a lermos nossas vidas como um romance; uma história onde hajam perfeitos culpados e inocentes, um lado certo a se ficar, uma causa inquestionável a se defender.
De vez enquanto os teóricos da conspiração chegam a pensar se tudo não é uma grande armação, um teatro, e que as forças de 'bem' e 'mal' estão a combinar seus papéis para nos entreter e fascinar com tramas simples e de efeito, nos oferecendo uma forte sugestão de sentido e direção às nossas existências (uma direção que mantenha a máquina funcionando).
Tudo é cerimônia; tudo é alegoria; desde o casamento de Kate e Willian até o assasinato de Osama.
Pergunto a mim mesmo se houve mais alegria e comoção na frente da Abadia de Westminster no casamento real (pois os outros são falsos?) ou na frente da Casa Branca com a celebração da morte de Osama.
Admito que estive bem apático em relação às notícias de Kate Middleton e Willian Windsor, mas meu interesse especial sobre casamentos esse ano me fez observar coisas na cerimônia e me detive a pensar acerca do que a emissão global de uma cerimônia de casamento significa em nosso tempo (algo que não vou falar nesse momento).
Contudo, a morte do Bin Laden me leva a uma outra reflexão. É sempre triste falar sobre assassinato, e a questão não é tanto numérica quanto simbólica. Isso pode ser comprovado pela fato de a morte de apenas uma pessoa reaver, de certa forma, a dignidade de uma nação e a vida dos 3.000 mortos no WTC (sem falar dos combatentes mortos e mutilados na guerra).Faço coro a um representante do Vaticano que falou pelos cristãos ao dizer que nós não celebramos a morte de ninguém, mesmo sabendo que essa pessoa prestará contas a Deus do mal que fez. Mas isso também não será exclusivo ao Bin Laden; Bush e Reagan também prestaram contas das atrocidades que fizeram ou, por omissão, não evitaram.
Lembro que me senti muito incomodado com o enforcamento do Saddam Hussein em 2006. Em parte pela degradação que um enforcamento nos leva a observar (e bastante comiseração com relação ao enforcado), e por outro porque sabia que isso não ia mudar a situação, conduzindo à paz ao Oriente Médio.
Observo com o mesmo ceticismo a celebração dos americanos pela morte do personagem que eles mesmo criaram. Não há lados absolutamente corretos, depende do ponto de vista do repórter, do historiador, do governo. Nenhum lado é absolutamente bom nem mal, existe bondade e maldade de todos os lados. De qualquer forma, nós, seres humanos, não sabemos lidar bem com absolutos...
Que Deus salve a América...
domingo, 24 de abril de 2011
Feliz Páscoa com Jesus (Luz).
Pois é galera, quando eu digo que a mensagem de Cristo não tem nada a ver com a fundamentação moral da nossa cultura ocidental, tem gente que discorda.
Mas todos os sinais que recebo confirmam esse pensamento: nos Estados Unidos chamam o Natal de Xmas, colocando o 'X' no lugar de Cristo, e o Brasil segue a tendência americana (em tudo, inclusive nos tiroteios escolares...).
Li uma matéria no site Msn.com, que relatava a comemoração da páscoa por alguns atores globais. A unica menção 'religiosa' era dos judeus que comemoravam a Páscoa judaica, a 'Pessach'. Eles articulavam elementos de cultura, tradição e 'valores' (um termo extremamente vago quando inserido nessa sopa pós-moderna que é a cultura ocidental) e falavam da tradição judaica.
Eu lia, procurando algo parecido com um relato de uma comemoração cristã. Afinal de contas, se comemoramos a Páscoa enquanto ocidentais, é pelo seu valor na tradição cristã, da vitória sobre a morte que Jesus Cristo oferece, com a sua ressurreição. Acabando um pouco minha paciência, digitei na opção 'localizar' o termo Jesus. E encontrei. Encontrei uma menção a Jesus Luz, o ex-namorado da Madona, que comemorava a Pesach judaica por fazer parte da Cabala, como a cantora.
Inacreditável. Parecia sintomático. Não se fala em lugar algum, na grande mídia, da Páscoa Cristã, como morte e ressurreição de Cristo. Quando não se opta a falar de futilidades consumistas e se tem uma abordagem religiosa, se fala da tradição judaica, de 'cultura', valores de antepassados, de moralidade circunstancial. Mas falar do 'grito do sofrimento' de Cristo não se fala. Porque não vende nem a alegria fictícia que a sociedade comemora, nem a religiosidade vazia, ecumênica, que alimenta a profunda carestia espiritual das pessoas.
Talvez argumentem que o que falta é a alegria: "se falar de morte? Qual é! Não há assunto que queiramos mais evitar! Vivemos em um mundo 'higienizado da morte'. Vamos viver para sempre". É essa a ilusão que já se incorporou ao discurso de muitos: 'viva la vida'. Objetos, músicas, moda, estudo. Não falamos da realidade pessoal da morte. Em nossa sociedade vacinada contra Cristo, a Páscoa é um tema ainda mais aterrorizante.
Dizem que falta 'alegria', na tristeza da paixão e morte de Cristo. Eu, porém, lhes digo (parafraseando a chamada famosa de Jesus) que não encontraram jamais a verdadeira alegria da Páscoa (e da sua vida) se não enfrentarem o medo aterrador da morte. Ao fazerem, encontraram consigo Cristo - vivo, ressuscitado - e compreenderão que durante todos esses anos, a festa cristã era de verdadeira alegria, e não de luto. Compreenderão que só se vive profundamente a alegria da vida após se chorar a tristeza da morte.
Morrer para si mesmo e renascer para o Outro. Morrer para si mesmo e renascer para o Amor. Morrer para si mesmo, e nascer para Deus.
Feliz páscoa.
Mas todos os sinais que recebo confirmam esse pensamento: nos Estados Unidos chamam o Natal de Xmas, colocando o 'X' no lugar de Cristo, e o Brasil segue a tendência americana (em tudo, inclusive nos tiroteios escolares...).
Li uma matéria no site Msn.com, que relatava a comemoração da páscoa por alguns atores globais. A unica menção 'religiosa' era dos judeus que comemoravam a Páscoa judaica, a 'Pessach'. Eles articulavam elementos de cultura, tradição e 'valores' (um termo extremamente vago quando inserido nessa sopa pós-moderna que é a cultura ocidental) e falavam da tradição judaica.
Eu lia, procurando algo parecido com um relato de uma comemoração cristã. Afinal de contas, se comemoramos a Páscoa enquanto ocidentais, é pelo seu valor na tradição cristã, da vitória sobre a morte que Jesus Cristo oferece, com a sua ressurreição. Acabando um pouco minha paciência, digitei na opção 'localizar' o termo Jesus. E encontrei. Encontrei uma menção a Jesus Luz, o ex-namorado da Madona, que comemorava a Pesach judaica por fazer parte da Cabala, como a cantora.
Inacreditável. Parecia sintomático. Não se fala em lugar algum, na grande mídia, da Páscoa Cristã, como morte e ressurreição de Cristo. Quando não se opta a falar de futilidades consumistas e se tem uma abordagem religiosa, se fala da tradição judaica, de 'cultura', valores de antepassados, de moralidade circunstancial. Mas falar do 'grito do sofrimento' de Cristo não se fala. Porque não vende nem a alegria fictícia que a sociedade comemora, nem a religiosidade vazia, ecumênica, que alimenta a profunda carestia espiritual das pessoas.
Talvez argumentem que o que falta é a alegria: "se falar de morte? Qual é! Não há assunto que queiramos mais evitar! Vivemos em um mundo 'higienizado da morte'. Vamos viver para sempre". É essa a ilusão que já se incorporou ao discurso de muitos: 'viva la vida'. Objetos, músicas, moda, estudo. Não falamos da realidade pessoal da morte. Em nossa sociedade vacinada contra Cristo, a Páscoa é um tema ainda mais aterrorizante.
Dizem que falta 'alegria', na tristeza da paixão e morte de Cristo. Eu, porém, lhes digo (parafraseando a chamada famosa de Jesus) que não encontraram jamais a verdadeira alegria da Páscoa (e da sua vida) se não enfrentarem o medo aterrador da morte. Ao fazerem, encontraram consigo Cristo - vivo, ressuscitado - e compreenderão que durante todos esses anos, a festa cristã era de verdadeira alegria, e não de luto. Compreenderão que só se vive profundamente a alegria da vida após se chorar a tristeza da morte.
Morrer para si mesmo e renascer para o Outro. Morrer para si mesmo e renascer para o Amor. Morrer para si mesmo, e nascer para Deus.
Feliz páscoa.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Pai nosso/Pão nosso: a saga de um recém furtado em São Paulo...
Pois é gente, cheguei, de fato, em São Paulo.
Ontem minha mochila foi furtada da frente da igreja em que eu trabalho. Foi um descuido meu, admito; deixei-a ao lado de alguns adolescentes que ao entrarem na igreja deixaram-na sozinha na calçada. Alguém passando na rua se condoeu da solidão da minha mochila e a levou consigo. Foi um furto, não um roubo. Mas de qualquer forma fica aquela sensação de que os telejornais daqui estão 'corretos' e que fazem um serviço público ao aparentemente exagerar na cobertura de crimes cotidianos. Hoje no café da manhã quase cheguei a simpatizar com um aspirante à Datena da Rede TV; ' é, o rapaz tá certo, vivemos tempos difíceis...'.
Dentro da minha mochila (que era em si mesma o ítem material mais caro do furto) estavam todos meus documentos (com exceção de um RG que tenho que servia pra me tirar de vez da cabeça de que eu sou feio; era bem mais aos doze anos), cartões de banco e crédito,algum pouco dinheiro e meu pendrive menor (o maior estava em casa 'guardado por Deus' sem contar 'vil metal').
Bom, depois que percebi que tinha sido furtado - depois do 'já era' clássico - cancelei todos os cartões, vi que não tinham sido usados, fiz o B.O (tenho impressão que o apelido desse documento na delegacia é Bobo Olhando), voltei para casa um pouco aliviado. Até que lembrei de um pequeno detalhe.
Meus passes do Restaurante Universitário estavam dentro da mochila. Agora, sem quase nenhum dinheiro e com os cartões extraviados lidar com isso não seria fácil. Bom, como a necessidade faz o homem, segui alguns conselhos e fui procurar o 'pai de todos', o Estado, pra me ajudar.
Na Coordenadoria de Assistência Social da USP, contei minha saga para a assistente social. A moça simpática me fez algumas perguntas e depois de eu assinar algumas coisas me deu vale-refeição do RC, mais do que eu tinha. Disse também que se não conseguisse resolver as coisas até mês que vem, eu receberia vales também no mês que vem. Por fim ainda disse que eu poderia me inscrever para morar até o segundo semestre no CRUSP, o conjunto residencial da universidade.
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Já com o coração gratíssimo às pessoas que me ajudaram, fui para o Restaurante. Servi meu prato, sentei, olhei bem pra ele e resolvi orar um Pai Nosso baixinho. A parte do "Pão Nosso de cada dia, dai-nos hoje" soou especial. Percebi essa semelhança na tradução: Pai Nosso, Pão Nosso - a semelhança das palavras revela, talvez por acaso, a essência provedora de Deus, que como o pão, nós dá sustento. Eu, a alguns momentos atrás estava sem dinheiro e esperança de conseguir esse auxílio (pois não sou bolsista da Assistência Social) e agora eu estava comendo, e sem motivos de preocupação quanto a esse assunto.
De repente, sem perceber, senta a duas mesas à minha frente, a assistente social que me ajudou, virada para mim. Ao me ver comendo ali, ela dá um sorriso discreto para mim, e eu respondo com um aceno não tão discreto assim. Fico um pouco constrangido, mas também feliz pela cena.
"Aquele que alimentar a um desses meus pequeninos...". Ah, se ela soubesse!
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Gabriel Moreira
Tirinhas: Criação
Deus tem um grande Sintetizador no Céu, com incríveis timbres, cósmicos.
Vez ou outra ele aperta uma tecla, ou duas, e surge uma nova espécie animal ou vegetal.
Vez ou outra ele aperta uma tecla, ou duas, e surge uma nova espécie animal ou vegetal.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Se ainda há tempo: o terremoto de Tokyo e a teologia de Jesus (Lc 13.1-5)
Olá pessoal.
Tem uns textos nos evangelhos que quando nós lemos nos perguntamos se realmente estamos lendo a Bíblia. Sim, porque nunca pregam sobre esses textos, ou quando o fazem, dão uma ênfase totalmente diferente da que o próprio texto tem, dentro do seu contexto específico. Esses textos saltam aos olhos e dizem coisas incríveis.
Um deles é o texto que narra a queda da Torre de Siloé e a consequente morte de dexzoito galileus.
No texto de Lucas 13, versos 1 a 5, o evangelista narra a seguinte situação: a fofoca da vez era a queda da Torre de Siloé que matou dezoito galileus, cujo sangue Pilatos (o então rei da Judéia) misturou com os sacrifícios que eles ofereciam (tudo indica que ofereciam os sacrifícios na própria torre). Todos falavam e discutiam esse assunto, e chegaram a Jesus perguntando e sugerindo que os galileus haviam sido mortos por serem pecadores. Olhe a resposta de Jesus:
Pensais que estes galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se porém não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.(Lc 13. 1-3)
e continua:
Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a Torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-los afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (v. 4-5)
Quando em 2004 um tsunami varreu a Indonésia, vi um número considerável de teólogos e pastores reputando tal feito como uma retaliação divina à perseguição da igreja naqueles países. Em 2010, quando houve um grande terremoto no Haiti, outros responsabilizaram a magia negra daquele país.
Parece entretanto, que Jesus dá uma cartada final nessa história de relacionar sofrimento e catástrofes com justiça ou injustiça dos que as sofrem. Numa das curas que Cristo operou, curando a cegueira de um jovem, Jesus pediu aos fariseus que tirassem 'o cavalinho da chuva' ao tentar responsabilizar o rapaz e seus pecados pela cegueira que este carregava. O próprio velho testamento nos ensina que pessoas boas, como Jó, sofrem sem culpa a lhes ser imputada (ótimo livro a esse respeito é A bíblia que Jesus Lia do Phillip Yancey).
Jesus Cristo diz, na ocasião da queda da torre de Siloé, que o verdadeiro 'perecer' era morrer sem arrependimento, ou melhor, viver sem esse arrependimento. "Todos de igual modo perecereis" (v.5), certamente não se refere à todos terão mortes desastrosas como as desses galileus. Jesus afirma que todos são igualmente culpados, ao dizer que os galileus mortos não eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém. Perante o Reino de Deus todos precisam de arrependimento, e esse era a pregação de Cristo. A morte está ai, a qualquer dia e de qualquer forma podemos morrer. A forma dessa morte - se numa catástrofe ou se na quietude do lar - não nos imputa justiça nem injustiça. O que importa é o arrependimento, e a justiça de Deus para nós.
É triste ver que na situação que diz respeito ao Japão muitos crentes se debrucem a emitir esses juízos morais com base na tragédia que ocorreu. A esses teólogos, podemos responder dentro de sua própria lógica: a não ser que nenhum cristão convertido tenha sido morto pelo tsunami e pelos terremotos, não se pode dizer que Deus castigou os incrédulos (que frase pesada pra se escrever!). Mas a bíblia nos diz que tal apreensão do fato não faz sentido algum. A soberania de Deus não se faz descartada aqui: ele faz brilhar o sol sobre justos e injustos, e a chuva também. O que realmente importa é viver o arrependimento do evangelho, caia ponte, caia teto, venha chuvarada... não perecemos, pela justiça de Deus em nós e não pela nossa própria.
Deus abençoe tod@s,
Gabriel
terça-feira, 12 de abril de 2011
Poeminha: Impressões sonolentas da aula de música
Pensem nisso como a
o violino faz o solo
Um fá sustenido, através do
patati, patata, a flauta, blá blá blá
Três compositores, hxxmxx a bdrhg
muito linda essa part
Soa como Mozart. O trabalho
ando preocupado com
Que totalmente
Um aluno de Henrique Oswald
Ele conhecia a música. ai minha cabeça!
a colchêia do compasso binário
Seis para o meio-dia
O almoço, cadê?
Não esqueçam do xerox,
O daquele livro, lá.
o violino faz o solo
Um fá sustenido, através do
patati, patata, a flauta, blá blá blá
Três compositores, hxxmxx a bdrhg
muito linda essa part
Soa como Mozart. O trabalho
ando preocupado com
Que totalmente
Um aluno de Henrique Oswald
Ele conhecia a música. ai minha cabeça!
a colchêia do compasso binário
Seis para o meio-dia
O almoço, cadê?
Não esqueçam do xerox,
O daquele livro, lá.
domingo, 10 de abril de 2011
Não postarei no domingo (será)?
Gente, uma campanha pra que vocês aproveitem algo dos sermãos dos pastores...hehe
Não vou postar nesse domingo (e ainda não sei como será nos outros). Vamos sair um pouco do PC e congregar? :-)
Abraços
Não vou postar nesse domingo (e ainda não sei como será nos outros). Vamos sair um pouco do PC e congregar? :-)
Abraços
sábado, 9 de abril de 2011
Regurgitando desgraças: o trabalho da mídia brasiliana.
Talvez contrário a uma tendência nacional, evitei ligar a TV nesses últimos dois dias. Basta abrir o Twitter e ver que desde o dia TAL, os assuntos mais falados na rede no Brasil são relacionados ao massacre do Realengo.
Todos ficamos consternados, sofremos, enlutamos junto com as famílias. Mas a televisão e a internet (os grandes conglomerados) vendo a 'boquinha' que o assunto representa, conseguem digerir, mas não processar a coisa toda. Depois de digerido uma vez,o assunto 'volta à boca' da população e se prepara para uma nova digestão, se tornando indigesto e trazendo novos problemas; resultantes, agora, da maneira que a grande mídia trata esses assuntos hediondos.
Após o primeiro impacto que as notícias causam, no seu poder informativo, se constróem discursos onde se procuram culpados. Depois disso, outros discursos procuram reler a história de todos ângulos possíveis, e nesses momentos quase se deifica o bandido. Procuram relíquias dele: vídeos, coisas nas entrelinhas, entrevistam a mãe do porteiro da escola... Que me interessa saber que a última refeição do cidadão foi arroz e frango, ou que a arma dele custo 250 reais, ou que ele disparou muito rápido? A que reflexão que tais 'informações' conduzem a população?
Com a desculpa de se fazer um serviço à população a grande mídia exagera, de forma doentia. Se não dá ideias a outros maníacos que querem fama e se vingar do 'mundo cruel', toda a 'moral' que se poderia extrair desse evento se perde nos detalhes sordidos dos programas da tarde e tablóides. São inescrupulosos; a essa altura da regurgitação da desgraça, os jornalistas não me convencem que estão realmente comovidos com a situação, e tampouco os âncoras dos tele jornais.
Depois que vi uma criança dizer que o bandido dessa situação lá em Realengo disparava muito rápido, com direito a um sorriso na cara, efeitos sonoros e uma pistola de mão, me convenço mais ainda de que ligar a televisão nesses dias pode ser mais um convite à banalização da violência do que uma atitude cidadã de condoer-se do sofrimento alheio.
Eu não quero saber mais dessa situação. Oro fervorosamente a Deus pelas famílias que realmente estão sofrendo, mas prefiro ficar no coro dos contrários nessa situação.
Todos ficamos consternados, sofremos, enlutamos junto com as famílias. Mas a televisão e a internet (os grandes conglomerados) vendo a 'boquinha' que o assunto representa, conseguem digerir, mas não processar a coisa toda. Depois de digerido uma vez,o assunto 'volta à boca' da população e se prepara para uma nova digestão, se tornando indigesto e trazendo novos problemas; resultantes, agora, da maneira que a grande mídia trata esses assuntos hediondos.
Após o primeiro impacto que as notícias causam, no seu poder informativo, se constróem discursos onde se procuram culpados. Depois disso, outros discursos procuram reler a história de todos ângulos possíveis, e nesses momentos quase se deifica o bandido. Procuram relíquias dele: vídeos, coisas nas entrelinhas, entrevistam a mãe do porteiro da escola... Que me interessa saber que a última refeição do cidadão foi arroz e frango, ou que a arma dele custo 250 reais, ou que ele disparou muito rápido? A que reflexão que tais 'informações' conduzem a população?
Com a desculpa de se fazer um serviço à população a grande mídia exagera, de forma doentia. Se não dá ideias a outros maníacos que querem fama e se vingar do 'mundo cruel', toda a 'moral' que se poderia extrair desse evento se perde nos detalhes sordidos dos programas da tarde e tablóides. São inescrupulosos; a essa altura da regurgitação da desgraça, os jornalistas não me convencem que estão realmente comovidos com a situação, e tampouco os âncoras dos tele jornais.
Depois que vi uma criança dizer que o bandido dessa situação lá em Realengo disparava muito rápido, com direito a um sorriso na cara, efeitos sonoros e uma pistola de mão, me convenço mais ainda de que ligar a televisão nesses dias pode ser mais um convite à banalização da violência do que uma atitude cidadã de condoer-se do sofrimento alheio.
Eu não quero saber mais dessa situação. Oro fervorosamente a Deus pelas famílias que realmente estão sofrendo, mas prefiro ficar no coro dos contrários nessa situação.
Na correria do dia: "a boa parte, a qual não lhe será tirada". (Lc 9.38-42)
Mais um dos lindos 'tocos' que Jesus dá na galera da bíblia.
Fico imaginando a situação. Jesus passando pelas cidades em que teria de visitar, decide parar numa aldeia e fica hospedado na casa de duas irmãs. Enquanto uma delas, Maria, aproveita a ilustre visita para sentar aos seu pés e ouvir, a outra, Marta, faz o 'costume das mulheres' da época; cheia de coisas para cuidar na casa, e preocupações para lidar, deixa a irmã a falar sozinha com Jesus.
A situação constrangedora não dura muito tempo; Marta não se aguenta e exorta a Jesus: "Senhor, não te incomoda que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude".
Ao responder, Jesus nem deixa quicar a bola: "Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só, e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada".
Ia não soa como uma mensagem enviada diretamente para nós, cidadãos do século XXI? Às vezes chego a pensar se tal situação não foi uma enquete montada pelos três, para que Lucas narrasse esse fato e nos soasse estranhamente familiar, atemporal, e com tamanha pertinência, se encaixasse no nosso cotidiano.
Claro que isso que disse é uma brincadeira. Penso, na verdade, que todos temos a tendência de querermos garantir tudo segundo nossas forças; isso é estressante. São coisas que escolhemos para carregar, são opções que fizemos. E como diz o poeta 'cada escolha é uma renúncia, isso é a vida' (rs). Temos as seguintes opções: escolher, diariamente, entre ouvir as palavras de salvação de Deus - que protestam contra esse mundo da competição e corrida para o abismo - ou cair na correnteza e nos deixarmos levar por uma vida que nos tira dos pés de Jesus, onde aprenderíamos e poderíamos ensinar a outros.
Que parte não nos será tirada? Aquela semente que Cristo planta e que dá fruto eterno, o que podemos ver desde aqui. Todo o resto passará, e os cuidados desse mundo podem nos levar para longe do propósito de Deus.
Aqui em São Paulo esse estilo de vida parece regra. E tudo empurra para esse caminho.
Aqui, uma metáfora do que estou falando, se você deixar, a correnteza te leva aqui na cidade.
http://www.youtube.com/watch?v=viRC5kZikXE&feature=player_embedded
Vamos sentar aos pés de Cristo logo cedo, e durante o dia andaremos como seus discípulos.
Abraço
Fico imaginando a situação. Jesus passando pelas cidades em que teria de visitar, decide parar numa aldeia e fica hospedado na casa de duas irmãs. Enquanto uma delas, Maria, aproveita a ilustre visita para sentar aos seu pés e ouvir, a outra, Marta, faz o 'costume das mulheres' da época; cheia de coisas para cuidar na casa, e preocupações para lidar, deixa a irmã a falar sozinha com Jesus.
A situação constrangedora não dura muito tempo; Marta não se aguenta e exorta a Jesus: "Senhor, não te incomoda que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude".
Ao responder, Jesus nem deixa quicar a bola: "Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só, e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada".
Ia não soa como uma mensagem enviada diretamente para nós, cidadãos do século XXI? Às vezes chego a pensar se tal situação não foi uma enquete montada pelos três, para que Lucas narrasse esse fato e nos soasse estranhamente familiar, atemporal, e com tamanha pertinência, se encaixasse no nosso cotidiano.
Claro que isso que disse é uma brincadeira. Penso, na verdade, que todos temos a tendência de querermos garantir tudo segundo nossas forças; isso é estressante. São coisas que escolhemos para carregar, são opções que fizemos. E como diz o poeta 'cada escolha é uma renúncia, isso é a vida' (rs). Temos as seguintes opções: escolher, diariamente, entre ouvir as palavras de salvação de Deus - que protestam contra esse mundo da competição e corrida para o abismo - ou cair na correnteza e nos deixarmos levar por uma vida que nos tira dos pés de Jesus, onde aprenderíamos e poderíamos ensinar a outros.
Que parte não nos será tirada? Aquela semente que Cristo planta e que dá fruto eterno, o que podemos ver desde aqui. Todo o resto passará, e os cuidados desse mundo podem nos levar para longe do propósito de Deus.
Aqui em São Paulo esse estilo de vida parece regra. E tudo empurra para esse caminho.
Aqui, uma metáfora do que estou falando, se você deixar, a correnteza te leva aqui na cidade.
http://www.youtube.com/watch?v=viRC5kZikXE&feature=player_embedded
Vamos sentar aos pés de Cristo logo cedo, e durante o dia andaremos como seus discípulos.
Abraço
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O mistério da oração: as duas orações de Jesus.
Um dos grandes mistérios da Bíblia, que sempre moveu minha curiosidade é a oração. Não se duvida da sua importância; Jesus orou e com ele todos @s grandes homens e mulheres da escritura. Mas o mistério reside na grande questão: como 'funciona' a oração?
Essa pergunta não se sustenta por muito tempo, se formos honestos. Perguntar como 'funciona' a oração é tão insensato quanto perguntar como funciona um diálogo. Há um que fala e outro que escuta; depois, geralmente, os papéis se invertem. Embora saibamos que uma parte considerável das 'orações' do cidadão urbano moderno não seja assim - são mais discursos proferidos à Divindade do que conversas e súplicas que esperam resposta - entendemos que o verdadeiro mistério não se encontra ali. Não é esse tipo de 'funcionamento' que a grande maioria das pessoas procura conhecer.
Parece-me que o que se quer saber quando se pergunta a maneira de 'funcionar' de uma oração é o seguinte: como ela pode ser uma engrenagem boa o suficiente para que possa chegar a algum fim que eu desejo? Sim, coloca-se a oração como um meio de se alcançar a Deus; se a oração for poderosa Deus irá atender ao meu pedido. Além de as orações serem restritas apenas a pedidos nessa perspectiva, elas se tornam entidades, coisas em si, que podem ser poderosas ou não; perdem totalmente o caráter de diálogo, conversa, compartilhamento.
Uma características principal da conversa é a possibilidade que ela tem de fazer os discursos individuais serem modificados um pelo do outro. Ao conversar com alguém, a sua ideia principal (que era sua, apenas) se desenvolve de acordo com o rumo da conversa que é enriquecido por aquele que te ouve e responde enquanto você fala. Dentro dessa perspectiva, ao vermos a oração como diálogo com Deus, me pergunto se não deveríamos esperar o mesmo dessa conversa: que no falar com Deus, a sua voz construísse sobre nossa demanda particular um terceiro momento, do qual tudo - de bom - pode se esperar; o imiscuir da Palavra viva dele sobre nossas situações cotidianas, nos trazendo alívio, renovação e força para superar. E nas conversas alegres com Ele mais luz para agradecer e ver as coisas do ponto de vista dEle.
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Vejo isso acontecer em quase toda a Bíblia, mas principalmente nos Salmos. Podemos ver, nos Salmos imprecatórios - nos quais Davi está fulo da vida com alguma coisa, ou triste -, os estágios dessa conversa com Deus (vou usar o exemplo do Salmo 94, mas isso acontece com grande frequência). Num primeiro momento, Davi põe para fora a sua dor, mostra seu lado humano, não esconde isso de Deus. Num segundo momento, numa transição suave, ele engrandece os atributos de Deus e se sente acolhido por essa Pessoa que pode conservá-lo (com vida em muitos casos).
Num terceiro momento do Salmo, Davi volta os olhos para a sua situação problemática, mas declara resolutamente saber que Deus está no controle e que vai confiar nele venha o que vier.
Mas em Jesus - é aqui que gostaria de chegar - nos dá dois exemplos claríssimos sobre a natureza da oração. No evangelho de Lucas, capítulo 9, versículos 28-31, Cristo se retira para orar. Nesse contexto vemos a imagem de um Cristo que havia sido reconhecido como filho de Deus pelos seus discípulos (Lc 9:20) e que havia os enviado para uma missão de cura e evangelização bem sucedida, que havia sacudido tanto a sociedade que até os Reis da Judéia ouviram falar nele e se esforçavam para vê-lo (Lc 9:7-9). Nessa oração de Lc 9: 28-31, "seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura". Ele havia sido visitado por Deus, consolado do sofrimento que viria a sofrer em Jerusalém.
Há, contudo, outra oração, no Getsêmani, onde Cristo sofre muito, a ponto de suar sangue (Lc 22:44).
A mesma pessoa, o mesmo Deus a ouvi-lo, e duas orações tão diferentes; numa o rosto de Cristo resplandece, na outra ele sua sangue. Tão visível como Deus na primeira, tão visível como homem na segunda. Mas ambas as orações feitas por aquele que nos ensinou como devem ser feitas.
Não vamos apagar esses detalhes reveladores das escrituras. Nem sejamos como os discípulos, que na ocasião da transfiguração, com sono, se mantiveram acordados com esforço para ver a linda cena de Cristo com Moisés e Elias (Lc 9:32); mas que ao verem que seu mestre sofria, e tendo sido avisados de tudo o que aconteceria, dormiram e deixaram Deus falando sozinho em sua oração (Lc 22:45-46).
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Tiros em Columbine, versão brasileira Realengo.
Hoje, parece que mais um dos sintomas da nossa cultura, filha dos EUA, se mostrou sem máscara.
Atentados em escolas não costumam figurar nos nossos jornais.
Outra coisa que não costuma figurar nos nossos jornais é a crítica de uma sociedade que proporciona esse tipo de comportamento através de um descrédito total no que chamamos de 'amor', 'piedade' ou 'misericórdia'. Para eles são temas religiosos, não inspiram as pessoas ao que realmente 'vale a pena'. "Não", nos dizem sem palavras os tablóides, "esse não é o tipo de postura que contribua para uma sociedade de consumo, baseada em meritocracia e competição". Essa imprensa hipócrita, que faz coro com o Mercado, nos mostra todos os dias cenas terríveis de assassinatos, roubos, corrupção, mas não mostra as verdadeiras causas dessas infelicidades.
Sim, porque se mostrasse estaria depondo contra si mesma, contra suas novelas, programas de auditório, e reality shows onde toda a sacanagem e barbaridade pode ser feita aos olhos de crianças e adolescentes em formação, lhes ensinando - com extrema eficiência que os meios de comunicação possuem - que não existe moral, ética ou qualquer princípio a se seguir na vida, a não ser ter o máximo de dinheiro possível, custe o que custar.
Nossa televisão 'bomba' as notícias de desgraça, mas paradoxalmente, não nos mostra suas causas. Põe a culpa no governo, seu 'inimigo', onde tudo desencadeia, mas contra o Mercado, nada fala. Contra a especulação das mentes da juventude, nada diz. Tenta injetar na audiência a ideia de que tudo está perdido, e já que nada pode ser feito (porque o governo não faz nada), devemos nos acomodar e procurar por prazer imediato (já que podemos estar mortos a qualquer momento).
Mas, vocês hão de concordar, é esse o mesmo raciocínio que impõe aos jovens pobres a necessidade de se envolverem na criminalidade! Se a razão última da vida é o possuir coisas ditas 'boas' - e nós muitas vezes parecemos concordar com isso quando julgamos bem sucedido alguém que possui dinheiro e bens, e não pessoas de caráter - o que resta a um jovem pobre sem perspectiva de 'crescer na vida'? Os marginais também estão dispostos a fazer tudo - como os BBB´s- por dinheiro e reconhecimento, nem que esse reconhecimento seja através do medo que causam à população.
Pois bem; essa televisão (e porque não a internet) que glamouriza o consumo nas propagandas brilhantes, consegue esconder totalmente a relação dessa glamurização e os crimes que temos visto todos os dias nos seus telejornais. Como são bons nisso!
Que Deus tenha misericórdia das famílias das crianças mortas.
Abraço.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Um padre à favor do laicismo : tirem as Cruzes dos Tribunais!
Olá amigos.
Recebi essa mensagem no e-mail. Não verifiquei autenticidade, mas gostei do texto.
Abraços
--------------Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas..
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada !
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas.
Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e pobres.
Frade Demetrius dos Santos Silva - São Paulo/SP
Recebi essa mensagem no e-mail. Não verifiquei autenticidade, mas gostei do texto.
Abraços
--------------Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas..
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada !
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas.
Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e pobres.
Frade Demetrius dos Santos Silva - São Paulo/SP
sábado, 2 de abril de 2011
iNato: Haikai tecnológico
Menin@ Informátic@
Tudo iPod
Ao pai tudo iPad
Já nasceu dizendo:
"Google dadá"
Tudo iPod
Ao pai tudo iPad
Já nasceu dizendo:
"Google dadá"
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Humanos : burrice do acaso ou centelha da eternidade?
Postando matéria que escrevi em janeiro de 2009, naquela época não tinha leitores. Queria ver comentário de vocês sobre esse assunto.
Abraços,
Gabz
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Ou o ser humano é a prefeita criação da mente de Deus, ou uma grande burrice que o acaso originou...
Se fosse verdade o que alguns cientistas dizem, que somos fruto da evolução de uma espécie, pq que somos tão imperfeito em coisas básicas que deveriam ter sido eliminadas com a seleção natural? enfrentamos a morte como espécie desde o primeiro exemplar, mas até hj desejamos a imortalidade e nos ressentimos com a morte.
Vivemos uma vida cheia de esperanças de realização e nos sentimos frustados quando as grandes tendências ao fracasso e erro se concretizam. Se somos fruto do acaso somos uma 'burrice casual' tremenda, visto que desejamos coisas que nunca nenhuma de nossos antepassados desfrutou, como o pleno sucesso da existência e a vitória contra o arbritário destino final de todos nós.
Agora, se somos criações de Deus projetadas para realizar e viver, é certo que sintamos tal tristeza pelas frustrações de nossos sonhos e de nossa vida em si. Somos maravilhosas criações de Deus que mesmo no meio de tanta confusão existencial desejam as perfeições que residem no própio Criador, e que num relacionamento gratificante com ele sâo satisfeitas.
Alguns importantes 'profetas' da filosofia dos últimos dois séculos julgavam que o próximo passo da humanidade era o descarte do conceito de 'deus' e sua substituição pelo ser humano ideal, que poderia guiar outros à satisfação da existência plena. Mas não é o que estamos vivendo. A procura da humanidade por Deus tem aumentado, não apenas dentro das igrejas, mas também em laboratórios de pesquisa. Será que nos últimos procuram descrê-lo, ou desesperadamente encontrá-lo?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Poema Noturno
Notívago
À noite vago
pelos entroncamentos do meu sonho.
Sono profundo,
Profundamente desperto
caminho pelas alamedas do desejo,
pelas ruas da paixão, pelos becos do medo.
Vez em quando
encontro a mim mesmo e me supreendo.
"Quem te permitiu viver teus anseios,
Sentir o gozo,
Enfrentar teus medos?"
Eu fujo. Ele replica:
"Volta, vã é a corrida,
se fugires te encontro no raiar do dia!"
Noite! Cobre-me com mais sonho
Com meus delírios e devaneios negros
Esconde-me desse vulgo 'eu mesmo'
Que por se parecer comigo é tão medonho!
À noite vago
À noite vivo
Sou notívago
Sou notivivo
Gabriel Moreira
À noite vago
pelos entroncamentos do meu sonho.
Sono profundo,
Profundamente desperto
caminho pelas alamedas do desejo,
pelas ruas da paixão, pelos becos do medo.
Vez em quando
encontro a mim mesmo e me supreendo.
"Quem te permitiu viver teus anseios,
Sentir o gozo,
Enfrentar teus medos?"
Eu fujo. Ele replica:
"Volta, vã é a corrida,
se fugires te encontro no raiar do dia!"
Noite! Cobre-me com mais sonho
Com meus delírios e devaneios negros
Esconde-me desse vulgo 'eu mesmo'
Que por se parecer comigo é tão medonho!
À noite vago
À noite vivo
Sou notívago
Sou notivivo
Gabriel Moreira
quarta-feira, 30 de março de 2011
Poema pós-moderno
Não há rumo! Sem prumo
Anda a linha da vida
perdida no fumo
De batalhas não-travadas
De lutas mal lutadas
De lutos não sofridos
De um tempo não vivido.
Quebrou-se o credo
Que a anos sigo, persigo
prego.
Quebrou!
Sob a verdade nunca dita
Pela mentira não admitida
Sob o orgulho tolo, de poucos
Pelos aforismos de loucos.
Ah! Mas minto se digo que saudade tenho
De girar o engenho, esse, que move o mundo.
O que é o mundo afinal,
Quando foi alguma coisa?
Apresente-me esse, esse mundo que de mim se ressente
Por tê-lo abandonando às costas
De fiéis menos displicentes.
Liberdade, prisão
Insegurança, consolação
Enfim, a paz de não-ser!
De não se procurar no cosmo
(Pois não há lugar em que eu deva estar)
Eia, pouco importa se digo a verdade ou minto
Vivo, e nada sou e nada sinto!
Gabriel Moreira
Anda a linha da vida
perdida no fumo
De batalhas não-travadas
De lutas mal lutadas
De lutos não sofridos
De um tempo não vivido.
Quebrou-se o credo
Que a anos sigo, persigo
prego.
Quebrou!
Sob a verdade nunca dita
Pela mentira não admitida
Sob o orgulho tolo, de poucos
Pelos aforismos de loucos.
Ah! Mas minto se digo que saudade tenho
De girar o engenho, esse, que move o mundo.
O que é o mundo afinal,
Quando foi alguma coisa?
Apresente-me esse, esse mundo que de mim se ressente
Por tê-lo abandonando às costas
De fiéis menos displicentes.
Liberdade, prisão
Insegurança, consolação
Enfim, a paz de não-ser!
De não se procurar no cosmo
(Pois não há lugar em que eu deva estar)
Eia, pouco importa se digo a verdade ou minto
Vivo, e nada sou e nada sinto!
Gabriel Moreira
segunda-feira, 28 de março de 2011
A internet é Má-ravilhosa
A internet é maravilhosa. Já me disseram que em outros tempos fazer o que fiz - me mudar para estudar em outro estado - condenava as pessoas ao ostracismo com relação às amizades e família que deixavam no estado de origem. Ligações de telefone (caríssimas), de orelhão - para quem não tinha o luxo anterior -, cartas e telegramas eram os elos que ligavam essas histórias durante o tempo da separação.
Hoje em dia estou a apenas alguns cliques dos corações dos meus familiares e amigos - e dependendo da operadora de celular, apenas a 25 centavos (risos). Posso compartilhar com eles detalhes de meu dia, a ponto de que me parece, às vezes, que estou mais próximo dos seus sentimentos e dos seus anseios cotidianos do que estive por alguns dias, enquanto fisicamente presente.
Entretanto, já tive essa reflexão anteriormente, quando estava em casa; o tanto que a internet pode nos aproximar dos distantes, pode nos afastar dos próximos. É o seu potencial de subverter tempo e espaço. Algumas vezes a vida é tão mediada pela tecnologia - principalmente pela informática - que nos deixa incrivelmente acomodados com uma superficialidade de relacionamento vergonhosa, onde o esconder do rosto por trás do computador permite que postemos fotos sorridentes nos nossos perfis, mesmo quando estamos passando por uma barra pesada.
Sim, a internet é maravilhosa. De fato, estar sozinho, por aqui, seria bem mais árduo se não fosse a presença, ainda que virtual, de minha familia e de vocês, meus amigos, nesses nossos diálogos cotidianos, pelo Facebook, blogs e similares. Mas esse é o lado bom da internet. Não esqueçamos que o adjetivo 'maravilhoso' é amoral, ou seja, pode ser usado pra descrever coisas boas ou ruins. É uma potência para ser incrível: incrivelmente bom ou incrivelmente mal.
Hoje em dia estou a apenas alguns cliques dos corações dos meus familiares e amigos - e dependendo da operadora de celular, apenas a 25 centavos (risos). Posso compartilhar com eles detalhes de meu dia, a ponto de que me parece, às vezes, que estou mais próximo dos seus sentimentos e dos seus anseios cotidianos do que estive por alguns dias, enquanto fisicamente presente.
Entretanto, já tive essa reflexão anteriormente, quando estava em casa; o tanto que a internet pode nos aproximar dos distantes, pode nos afastar dos próximos. É o seu potencial de subverter tempo e espaço. Algumas vezes a vida é tão mediada pela tecnologia - principalmente pela informática - que nos deixa incrivelmente acomodados com uma superficialidade de relacionamento vergonhosa, onde o esconder do rosto por trás do computador permite que postemos fotos sorridentes nos nossos perfis, mesmo quando estamos passando por uma barra pesada.
Sim, a internet é maravilhosa. De fato, estar sozinho, por aqui, seria bem mais árduo se não fosse a presença, ainda que virtual, de minha familia e de vocês, meus amigos, nesses nossos diálogos cotidianos, pelo Facebook, blogs e similares. Mas esse é o lado bom da internet. Não esqueçamos que o adjetivo 'maravilhoso' é amoral, ou seja, pode ser usado pra descrever coisas boas ou ruins. É uma potência para ser incrível: incrivelmente bom ou incrivelmente mal.
sábado, 26 de março de 2011
Poesia ao Trans(i)to de São Paulo
Os fluídos corporais que em mim se encerram,
Não nasceram em mim.
Foram postos lá pelos canos de descarga dos automóveis, ônibus,
que no fim auto-móveis não são,
pois lá dentro há alguém, humano, como eu;
Que acelera, freia, xinga, se exaspera,
fruto do fluído que em seu corpo se encerra...
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Poesia,
São Paulo,
São Paulo Chronicles
domingo, 20 de março de 2011
Crítica do filme "Sexo Sem Compromisso" e alguns comentários
Bom, hoje vou fazer uma coisa não usual; fazer uma crítica de um filme que vi e que não recomendo que assistam, para que não pensem coisa de mim, no fim das contas (risos).
Brincadeiras a parte, falarei do filme No Strings Attached (Sexo sem Compromisso, em português), a única comédia romântica que estava em cartaz no cinema que fui e um filme que eu estava curioso para assistir. Curioso, porque havia lido comentários sobre ele no canal MSN; se tratava de um filme que ia subverter o formato clássico das comédias românticas: um casal (Ashton Kutcher e Natalie Portman) que começa nos ‘finalmentes’ e que apenas ao fim do filme começariam a sentir algo a mais um pelo outro.
Achei interessante a ideia do diretor, porque o roteiro poria em discussão um dos aspectos característicos dos relacionamentos ‘afetivos’ da atualidade: a casualidade, a fuga do compromisso e a dificuldade das pessoas contemporâneas de lidarem com o dilema do ouriço, o aproximar-se sem se ferir mutuamente. Além de quê iria separar em boas caixinhas o sexo do amor, ao fim deixando claro que o ‘mais importante é o amor’ (parafraseando um ótimo livro).
É interessante, contudo, que durante todo o filme a impressão que se tem é que se trata de uma comédia romântica comum; o fato de o diretor ter posto o ‘rala-e-rola’ no início do filme parece apenas uma mudança superficial e sintagmática, mantendo a mesma estrutura: enquanto não há amor - e amor correspondido - não há o fechamento da trama. O filme nos conduz nessa direção, como em todas as comédias românticas.
Mas há uma diferença importante; pelo fato de haver a relação física (que de certa forma denota intimidade) e a amizade entre o casal protagonista, a tensão de que haja uma conclusão satisfatória é bastante forte. Há o jogo de ciúmes entre o melhor amigo da moça e o protagonista, pois aquele tem algo que esse não tem, apesar de ter sexo com ela: a amizade, a atenção e o carinho. Essas tensões tornam o filme meio desesperador em alguns momentos.
Agora, umas palavras minhas sobre o tema do filme, a distinção entre sexo e amor. Particularmente, penso que sexo sem amor (Vênus sem Eros e Eros sem Ágape, como diria C.S Lewis) é função biológica, e não compensa totalmente o esforço e a dedicação dos participantes. Acho que muita gente endeusa o Sexo (com ‘S’ maiúsculo, para personificar) e, fora a grande quantidade de propaganda em cima do assunto, não encontro motivo bíblico ou filosófico para tal atitude. Vejo o assunto com pragmatismo: não acho que o sexo consagra um casamento – com certeza há casamentos sólidos com pouquíssima frequência sexual -, não acho que una duas almas, mas sim, dois corpos; não é o equivalente ao amor, e sim, ao desejo (há muitas formas de se fazer sexo que não se assemelham à qualidade de amor que apreciamos).
Agora, penso sim, que a experiência sexual dentro de um relacionamento de amor verdadeiro e maduro (mais que não caia de ma’duro’ :P) é sublime e especial, pois é uma metáfora física do que acontece na alma (quem sabe no espírito?). A união dos corpos que se amam é sem dúvida a experiência máxima de plenitude individual que se possa experimentar na Terra. Mas sem o amor verdadeiro e sofredor, o sexo é distração e entretenimento - não que seja ruim por isso, mas saber que há pessoas que só o experimentam nesse nível é saber que há pessoas que vivem com menos do que poderiam ter! E parece que é isso que leva a tensão ao filme, a audiência querendo observar essa completude, essa experiência relacional completa, que até então os protagonistas não tinha experimentado: o andar de mãos dadas, o café-da-manhã e o abraço longo.
P.s: Todas minhas opiniões sobre sexo são fruto de minha elucubrações noturnas...rá!
P.s.2: peloamordi, se você não sabe o que são ‘elucubrações’ vá ler o dicionário antes de pensar bobagem de mim!
domingo, 13 de março de 2011
Como 'escolher' uma igreja?
Meus caros amigos e amigas, apresento-lhes mais um post explicitamente cristão. Sim, porque o tipo de problema que irei abordar hoje é exclusivamente daqueles que se prestam a andar no caminho de Cristo via igreja com 'i' minúsculo. Há aqueles que dizem seguir a Cristo sem a necessidade de uma igreja - mas eu estou entre os mais fracos, aqueles que admitem como é saudável ter uma família cristã para fortalecer e manter a fé em Deus, em tempos de secularismo tão acirrado.
Nesse pequeno 'briefing' do texto, já expus duas coisas que acho importante na escolha de uma igreja, que por sua vez expoem o que eu penso que deva ser igreja: 1) uma família, 2) família que se distancie do padrão secular de 'vida' e de 'essência' que é propagado diariamente por nossa TV, nosso PC, ou mesmo nossos familiares e amigos mais descuidados.
Ver a igreja como família é fundamental para que se fomente o amor genuíno de Deus, que é um Pai, e não um patrão. Acredito que se não houver relacionamentos sinceros entre os participantes de uma comunidade cristã, todo seu propósito - esclarecer a paternidade de Deus em nossas vidas e a nossa própria irmandade, como Seus filhos - fica desacreditado.
No segundo ponto, A igreja precisa se opor abertamente contra o secularismo de 'fora' e o de 'dentro'. O secularismo de 'fora' é o modo de ser/viver que move as engrenagens do nosso sistema consumista e segregador, que gera a exclusão social e impede a reflexão das pessoas a respeito da sua responsabilidade com o próximo e com Deus (afinal, quem tem tempo para parar para pensar?). Quando os membros de uma igreja colocam os objetivos particulares em franca oposição aos do Reino de Deus, ainda podemos ter companheiros dentro da igreja, mas não irmãos.
O secularismo 'de dentro' é tão danoso quanto o 'de fora', mas é ainda mais subversivo por parecer integrar nossa fé, como algo que sempre esteve lá (mas se você ler a Bíblia, verá que nunca esteve). Uma igreja que se deixa tomar pela burocracia, pelas relações de compadrio e de preferência está minada e nasce com o prazo de validade decretado. É trazer os valores de fora da igreja para dentro dela, numa 'perfeita simbiose'.O secularismo 'de dentro' dá valor exacerbado a tradição, o que dificulta a renovação da mente que nos torna filhos de Deus ativos no nosso contexto cultural e social. Também há uma terceira espécie do secularismo dentro da igreja, que tem sido um vírus na igreja evangélica brasileira, o secularismo 'de fora' 'pra dentro', onde se trazem não apenas os mesmos princípios do secularismo 'de fora' (a exclusão dos 'desinteressantes', a lei da oferta e da procura, etc) mas como os mesmos métodos e ações: marketing, abuso de poder , com a finalidade de enriquecer aqueles que alegam ser tudo em nome de Deus.
Uma igreja que é família e não se acomoda aos princípios 'deste século' mas aos de Deus (como diria Paulo), é, para mim, uma igreja que eu frequentaria. Pode ser pequena, ou grande, com uma orquestra ou apenas um instrumentista, com um doutor em divindade ou um pregador leigo; o que me interessa é sentir a presença de Deus através da realidade de pessoas sinceras que desejam ser luz sabendo que em si, não são.
Glória a Deus
Nesse pequeno 'briefing' do texto, já expus duas coisas que acho importante na escolha de uma igreja, que por sua vez expoem o que eu penso que deva ser igreja: 1) uma família, 2) família que se distancie do padrão secular de 'vida' e de 'essência' que é propagado diariamente por nossa TV, nosso PC, ou mesmo nossos familiares e amigos mais descuidados.
Ver a igreja como família é fundamental para que se fomente o amor genuíno de Deus, que é um Pai, e não um patrão. Acredito que se não houver relacionamentos sinceros entre os participantes de uma comunidade cristã, todo seu propósito - esclarecer a paternidade de Deus em nossas vidas e a nossa própria irmandade, como Seus filhos - fica desacreditado.
No segundo ponto, A igreja precisa se opor abertamente contra o secularismo de 'fora' e o de 'dentro'. O secularismo de 'fora' é o modo de ser/viver que move as engrenagens do nosso sistema consumista e segregador, que gera a exclusão social e impede a reflexão das pessoas a respeito da sua responsabilidade com o próximo e com Deus (afinal, quem tem tempo para parar para pensar?). Quando os membros de uma igreja colocam os objetivos particulares em franca oposição aos do Reino de Deus, ainda podemos ter companheiros dentro da igreja, mas não irmãos.
O secularismo 'de dentro' é tão danoso quanto o 'de fora', mas é ainda mais subversivo por parecer integrar nossa fé, como algo que sempre esteve lá (mas se você ler a Bíblia, verá que nunca esteve). Uma igreja que se deixa tomar pela burocracia, pelas relações de compadrio e de preferência está minada e nasce com o prazo de validade decretado. É trazer os valores de fora da igreja para dentro dela, numa 'perfeita simbiose'.O secularismo 'de dentro' dá valor exacerbado a tradição, o que dificulta a renovação da mente que nos torna filhos de Deus ativos no nosso contexto cultural e social. Também há uma terceira espécie do secularismo dentro da igreja, que tem sido um vírus na igreja evangélica brasileira, o secularismo 'de fora' 'pra dentro', onde se trazem não apenas os mesmos princípios do secularismo 'de fora' (a exclusão dos 'desinteressantes', a lei da oferta e da procura, etc) mas como os mesmos métodos e ações: marketing, abuso de poder , com a finalidade de enriquecer aqueles que alegam ser tudo em nome de Deus.
Uma igreja que é família e não se acomoda aos princípios 'deste século' mas aos de Deus (como diria Paulo), é, para mim, uma igreja que eu frequentaria. Pode ser pequena, ou grande, com uma orquestra ou apenas um instrumentista, com um doutor em divindade ou um pregador leigo; o que me interessa é sentir a presença de Deus através da realidade de pessoas sinceras que desejam ser luz sabendo que em si, não são.
Glória a Deus
sábado, 12 de março de 2011
Algumas palavras bem minhas sobre o acampamento de carnaval
Olá amig@s,
Gostaria de compartilhar algumas palavras sobre o acampamento de carnaval que fizemos no Parque Estadual do Rio Vermelho. Algumas supérfluas outras mais profundas. Primeiro, às supérfluas :-).
Primeiro, foi um acampamento, e não, propriamente, um retiro. Sim, porque apesar de termos nos 'retirado' do meio comum do dia-a-dia, usamos barracas, então, tecnicamente, acampamos - ficamos no campo. Isso por si só deu um tom saudosista ao acampamento, lembrando um pouco outros fizemos a alguns anos atrás, num dos quais conheci a minha noiva. Ponto positivo :-)
Segundo, foi um acampamento para os 'da casa', mas ainda assim tivemos alguns de fora. Logo, teve o elemento 'novas amizades' o que compensou o fato de não ter podido ir ao Congresso da Juventude Batista de Florianópolis (por falta de grana e outras prioridades mais em vista, como minha mudança pra SP, por exemplo). Se pensarmos que cada um de nós consegue aprofundar uma conversa com 2 ou 3 por retiro, qualquer que seja o número de seus participantes, corrobora a ideia de que ter ido ao CONJUBAF ou ao acampamento da igreja local é equivalente nesse aspecto (é claro que não estou considerando o fato de que teria muita gente especial e única que poderia ter conhecido no CONJUBAF...mas acho que nenhuma delas pagaria minha inscrição, e talvez eu não tivesse tão afim assim de conhecer ninguém novo, isso não é pecado).
--
Tá, agora a coisa mais importante, o que foi dito e pensado por lá. A Missionária Nidia Caldas - a.k.a Bugra - falou sobre sua experiência de evangelismo entre os Hippies da Praça XV e no Projeto Siloé, onde presta auxílio aos internos do Hospital Nereu Ramos, muitos em estado terminal. Falou sobre o amor cristão - que imita ao de Cristo, no sofrimento, entrega, fé e paciência. Eu assumi o compromisso de procurar amar indistintamente ao meu próximo, e já na primeira semana (porque não dizer no primeiro dia de retiro?) tive a oportunidade de exercer isso e sentir a dificuldade presente nessa atitude, principalmente no meio da igreja e na familia. Na igreja, porque lidamos com diversos 'egos ou eus' particulares , com suas visões acerca das coisas do Alto (as vezes bem aqui de baixo mesmo) e na família pela nudez das relações, pela incapacidade de se usar máscaras na lida diária e pela vulnerabilidade que usualmente se sente nas relações mais próximas. Mas, dentro do que a Bugra disse, o amor deve se prestar a ir mais longe, a quem odiamos ou àqueles a quem o amor e compreensão são negados constantemente, os excluídos.
Deixem-me desenvolver um pouco o que penso sobre os excluídos. Identifico dois tipos de exclusão, acredito que de natureza muito diferente, a exclusão social e a exclusão espiritual. Apesar de freqüentemente a igreja incorrer na primeira espécie, as instituições religiosas são as únicas que podem exercer o segundo tipo, muito mais cruel. Enquanto na exclusão social nos afastamos da pessoa pela repulsão que temos pelo seu modo de vida ou por medo do que possa nos causar (afinal, acredito que todos nos sentimos um pouco culpados por 'permitir que alguém passe por aquelas privações), na exclusão espiritual afastamos a pessoa de nós por acreditarmos que sua conduta é danosa demais para nós ou para os nossos, que possa manchar nossa reputação religiosa ou ofender a Deus o fato de que aceitamos em nosso meio pessoas, como 'desvalorizando' a nós mesmos. Ela é mais cruel do que a exclusão social porque ataca o cerne da missão da igreja, incluir aqueles a que Deus quer trazer para si, a saber, os loucos do mundo. Diversas parábolas de Cristo falam exatamente sobre o amor de Deus àqueles que a sociedade rejeita. A única coisa que 'justifica' essa posição dentro da igreja é a falta de compreensão de quem Deus é de quem nós somos. De quem Deus é porque Ele é gracioso e longânimo, e o verdadeiro juiz. Falta de compreensão de quem nós somos, porque somos pecadores, falhos, e não temos condições de julgar a ninguém (no sentido de condenar, e não de ponderar acerca de algo). Nos achamos muito perfeitos para chamar aquela pessoa de algum de nós, da nossa família. É claro que ninguém admite isso, mas é dessa forma que agimos frequentemente. E é o tipo de coisa que tentamos fazer valer na vida dos outros, e não na nossa; caso contrário seríamos excluídos da comunhão todos nós, e envergonhados, nos sentiríamos como aqueles que excluímos.
---
Mas quero abreviar e dizer que as palavras do Charles Ramos, nosso outro preletor, também foram desafiadoras, sobre a unidade de mente e coração para o cumprimento do propósito do corpo de Cristo. Penso que não devemos forçar a unidade na direção de um lider ou de alguém influente, mas na direção do Espírito e com os olhos nas palavras de Jesus procurar a sua vontade específica para a nossa vida.
---
Estou em São Paulo adquirindo os ítens da minha nova casa e me preparando pro começo do doutorado. Desejo a todos os irmãos e irmãs da juventude, meus amigos de infância e agregados, as mais ricas bençãos de Deus, e principalmente, a perseverança.
Abração!
Gabz
Gostaria de compartilhar algumas palavras sobre o acampamento de carnaval que fizemos no Parque Estadual do Rio Vermelho. Algumas supérfluas outras mais profundas. Primeiro, às supérfluas :-).
Primeiro, foi um acampamento, e não, propriamente, um retiro. Sim, porque apesar de termos nos 'retirado' do meio comum do dia-a-dia, usamos barracas, então, tecnicamente, acampamos - ficamos no campo. Isso por si só deu um tom saudosista ao acampamento, lembrando um pouco outros fizemos a alguns anos atrás, num dos quais conheci a minha noiva. Ponto positivo :-)
Segundo, foi um acampamento para os 'da casa', mas ainda assim tivemos alguns de fora. Logo, teve o elemento 'novas amizades' o que compensou o fato de não ter podido ir ao Congresso da Juventude Batista de Florianópolis (por falta de grana e outras prioridades mais em vista, como minha mudança pra SP, por exemplo). Se pensarmos que cada um de nós consegue aprofundar uma conversa com 2 ou 3 por retiro, qualquer que seja o número de seus participantes, corrobora a ideia de que ter ido ao CONJUBAF ou ao acampamento da igreja local é equivalente nesse aspecto (é claro que não estou considerando o fato de que teria muita gente especial e única que poderia ter conhecido no CONJUBAF...mas acho que nenhuma delas pagaria minha inscrição, e talvez eu não tivesse tão afim assim de conhecer ninguém novo, isso não é pecado).
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Tá, agora a coisa mais importante, o que foi dito e pensado por lá. A Missionária Nidia Caldas - a.k.a Bugra - falou sobre sua experiência de evangelismo entre os Hippies da Praça XV e no Projeto Siloé, onde presta auxílio aos internos do Hospital Nereu Ramos, muitos em estado terminal. Falou sobre o amor cristão - que imita ao de Cristo, no sofrimento, entrega, fé e paciência. Eu assumi o compromisso de procurar amar indistintamente ao meu próximo, e já na primeira semana (porque não dizer no primeiro dia de retiro?) tive a oportunidade de exercer isso e sentir a dificuldade presente nessa atitude, principalmente no meio da igreja e na familia. Na igreja, porque lidamos com diversos 'egos ou eus' particulares , com suas visões acerca das coisas do Alto (as vezes bem aqui de baixo mesmo) e na família pela nudez das relações, pela incapacidade de se usar máscaras na lida diária e pela vulnerabilidade que usualmente se sente nas relações mais próximas. Mas, dentro do que a Bugra disse, o amor deve se prestar a ir mais longe, a quem odiamos ou àqueles a quem o amor e compreensão são negados constantemente, os excluídos.
Deixem-me desenvolver um pouco o que penso sobre os excluídos. Identifico dois tipos de exclusão, acredito que de natureza muito diferente, a exclusão social e a exclusão espiritual. Apesar de freqüentemente a igreja incorrer na primeira espécie, as instituições religiosas são as únicas que podem exercer o segundo tipo, muito mais cruel. Enquanto na exclusão social nos afastamos da pessoa pela repulsão que temos pelo seu modo de vida ou por medo do que possa nos causar (afinal, acredito que todos nos sentimos um pouco culpados por 'permitir que alguém passe por aquelas privações), na exclusão espiritual afastamos a pessoa de nós por acreditarmos que sua conduta é danosa demais para nós ou para os nossos, que possa manchar nossa reputação religiosa ou ofender a Deus o fato de que aceitamos em nosso meio pessoas, como 'desvalorizando' a nós mesmos. Ela é mais cruel do que a exclusão social porque ataca o cerne da missão da igreja, incluir aqueles a que Deus quer trazer para si, a saber, os loucos do mundo. Diversas parábolas de Cristo falam exatamente sobre o amor de Deus àqueles que a sociedade rejeita. A única coisa que 'justifica' essa posição dentro da igreja é a falta de compreensão de quem Deus é de quem nós somos. De quem Deus é porque Ele é gracioso e longânimo, e o verdadeiro juiz. Falta de compreensão de quem nós somos, porque somos pecadores, falhos, e não temos condições de julgar a ninguém (no sentido de condenar, e não de ponderar acerca de algo). Nos achamos muito perfeitos para chamar aquela pessoa de algum de nós, da nossa família. É claro que ninguém admite isso, mas é dessa forma que agimos frequentemente. E é o tipo de coisa que tentamos fazer valer na vida dos outros, e não na nossa; caso contrário seríamos excluídos da comunhão todos nós, e envergonhados, nos sentiríamos como aqueles que excluímos.
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Mas quero abreviar e dizer que as palavras do Charles Ramos, nosso outro preletor, também foram desafiadoras, sobre a unidade de mente e coração para o cumprimento do propósito do corpo de Cristo. Penso que não devemos forçar a unidade na direção de um lider ou de alguém influente, mas na direção do Espírito e com os olhos nas palavras de Jesus procurar a sua vontade específica para a nossa vida.
---
Estou em São Paulo adquirindo os ítens da minha nova casa e me preparando pro começo do doutorado. Desejo a todos os irmãos e irmãs da juventude, meus amigos de infância e agregados, as mais ricas bençãos de Deus, e principalmente, a perseverança.
Abração!
Gabz
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Minha resposta a matéria do Reinaldo Azevedo
Olá amigos, desculpem-me os meses longe do blog.
Muita coisa aconteceu: noivei, passei no processo seletivo para Doutorado em Música na USP, enfim, muitas coisas...
O blog do Reinaldo Azevedo está lançando críticas à Dilma como sempre; agora, motivados pelas enchentes e desabamentos no Rio de Janeiro. A essa matéria dele, escrevi a seguinte resposta, felizmente publicada nos comentários do site.
Abraços!
--------------------------------------------
Lá, estão embasbacados com o governo, e aqui, com o crítico. Vejo poucos comentários que ponderam o texto escrito, apenas laudações. Digo o seguinte: todo aquele que trata a questão política de forma maniqueísta vai fazer vista grossa aos erros dos seus partidários e alardear qualquer coisa inútil e infâme contra seus opositores. Depois de um tempo saberá que, no fundo, todos erram e acertam (com que fim acertam? Outra pergunta inquietante), cabendo às vezes ao acaso o tamanho do erro ou do acerto, e, por conseguinte, a atenção que a mídia e a população darão a ele. Eu me mantenho no meio termo; escuto o discurso, avalio a prática dos políticos pra tomar minhas decisões, certo de que vou me decepcionar em algum ponto, mas certo também de que votei na direção de mudanças que serão - pelo menos a maioria mais importante - de médio e curto prazo. Acredito que seja por esse pensamento que pôde acreditar no benefício de ser República quando se teve um presidente peralta como Floriano Peixoto - decidir 'eleger' o imperador (e consigo trazer de volta o passado)não seria uma boa ideia, mesmo se avaliarmos a existência de brasileiros com síndrome do povo de Israel no Èxodo (lembrando das uvas do Egito e esquecendo as pontas de chicote).
Entretanto, gosto do presente texto do Azevedo pelo fato de me deixar claro o nível de sua batalha - ainda que o governo seja excelente, que haja compostura ética e respeito pelo povo; ainda que sejam feitas reformas política e tributária, o crítico desse blog continuará confrontando esse governo. Das duas uma: mostrará o quanto sua luta é alienada da real situação dos fatos (e que pouco me importa receber tal opinião) ou que tem o compromisso positivo com o crescimento sempre contínuo da democracia brasileira, empurrando-a ao melhor que pode ser, mesmo que pareça utópico. Espero sinceramente que seja a segunda opção, e vou ter uma centelha da resposta, se encontrar ou não esse meu texto publicado nesse blog.
Agradeço pelo espaço.
Gabriel Moreira - Doutorando em Música - ECA/USP
----------------------------------
(ah, tá, já adiantei o meu título de doutorando antes da matrícula...mas pensa bem, o que melhor fazer na hora de postar uma crítica ao ao Reinaldo Azevedo do que dizer que estuda na querida Universidade do Estado de São Paulo, deste grande Estado Paulista? Amém! hehe)
Muita coisa aconteceu: noivei, passei no processo seletivo para Doutorado em Música na USP, enfim, muitas coisas...
O blog do Reinaldo Azevedo está lançando críticas à Dilma como sempre; agora, motivados pelas enchentes e desabamentos no Rio de Janeiro. A essa matéria dele, escrevi a seguinte resposta, felizmente publicada nos comentários do site.
Abraços!
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Lá, estão embasbacados com o governo, e aqui, com o crítico. Vejo poucos comentários que ponderam o texto escrito, apenas laudações. Digo o seguinte: todo aquele que trata a questão política de forma maniqueísta vai fazer vista grossa aos erros dos seus partidários e alardear qualquer coisa inútil e infâme contra seus opositores. Depois de um tempo saberá que, no fundo, todos erram e acertam (com que fim acertam? Outra pergunta inquietante), cabendo às vezes ao acaso o tamanho do erro ou do acerto, e, por conseguinte, a atenção que a mídia e a população darão a ele. Eu me mantenho no meio termo; escuto o discurso, avalio a prática dos políticos pra tomar minhas decisões, certo de que vou me decepcionar em algum ponto, mas certo também de que votei na direção de mudanças que serão - pelo menos a maioria mais importante - de médio e curto prazo. Acredito que seja por esse pensamento que pôde acreditar no benefício de ser República quando se teve um presidente peralta como Floriano Peixoto - decidir 'eleger' o imperador (e consigo trazer de volta o passado)não seria uma boa ideia, mesmo se avaliarmos a existência de brasileiros com síndrome do povo de Israel no Èxodo (lembrando das uvas do Egito e esquecendo as pontas de chicote).
Entretanto, gosto do presente texto do Azevedo pelo fato de me deixar claro o nível de sua batalha - ainda que o governo seja excelente, que haja compostura ética e respeito pelo povo; ainda que sejam feitas reformas política e tributária, o crítico desse blog continuará confrontando esse governo. Das duas uma: mostrará o quanto sua luta é alienada da real situação dos fatos (e que pouco me importa receber tal opinião) ou que tem o compromisso positivo com o crescimento sempre contínuo da democracia brasileira, empurrando-a ao melhor que pode ser, mesmo que pareça utópico. Espero sinceramente que seja a segunda opção, e vou ter uma centelha da resposta, se encontrar ou não esse meu texto publicado nesse blog.
Agradeço pelo espaço.
Gabriel Moreira - Doutorando em Música - ECA/USP
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(ah, tá, já adiantei o meu título de doutorando antes da matrícula...mas pensa bem, o que melhor fazer na hora de postar uma crítica ao ao Reinaldo Azevedo do que dizer que estuda na querida Universidade do Estado de São Paulo, deste grande Estado Paulista? Amém! hehe)
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Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!
Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.
Gabriel
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