Exercito de Salvação

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Prosinha - se eu fosse pró-reitor

Se eu fosse pró-reitor
Eu seria pro-ativo
Processaria servidor
Que com públicos ativos
Viaja durante greve
Ainda que a estadia seja breve.

Se eu fosse pró-reitor,
Ia ter muitos amigos,
Não desses do corredor,
Mas das casas das pessoas,
Algumas que vivem de bolsas,
De todas que que pagam impostos,
Pra que eu seja servidor.

Se eu fosse pró-reitor,
Pelo tempo que fosse,
Buscaria certamente
O que fosse de boa-mente,
Tercerizado estaria no conselho,
Pra lembrar que o pobre mesmo
Sempre, sempre é esquecido
E fica vagando a esmo.

(Mas eu não quero, mesmo, sou só professor...)
[Encontre a relação numérica do poema]

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mais sobre pragmatismo - docência I


A preocupação com a sobrevivência na contemporaneidade é tão grande que os poucos momentos dedicados especialmente à reflexão são interpretados, muitas vezes, como perda de tempo em que 'algo útil' poderia estar sendo feito. Isso torna em vezes a prática docente - a de instigar a promoção da curiosidade do 'senso comum' a um estágio crítico (curiosidade epistemológica diria Freire) - um trabalho altamente complexo. Entretanto, a atividade docente também promove a sobrevivência (uma profissão), na qual o ato de refletir é completamente útil. Parece que não temos conseguido comunicar isso aos nossos estudantes: enquanto causamos estranhamento ferramental para gerar liberdade de pensamento também estamos ensinando uma profissão. Uma boa profissão, diga-se de passagem. O estudante quando rejeita o convite a um outro olhar está rejeitando, no mínimo, duas coisas: 1) a aprendizagem do conteúdo proposto ( e se crê quem não tem nada a aprender realmente está perdendo tempo - não na sala de aula, mas no planeta terra) ; 2) o metiê de uma profissão.
Seja bem-vindo(a)!

Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!

Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.

Gabriel