Exercito de Salvação

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A privatização da humanidade das pessoas pelas instituições religiosas


Olá amigos.
Escrevo hoje um breve texto sobre algo que a algum tempo tenho pensado a respeito.
Como conseguimos transferir toda a amplitude da realidade da existência humana para as quatro paredes (e as relações humanas dentro delas) da igreja?
Se formos pensar com sobriedade , quantos de nós tem amigos, pessoas que prezamos profundamente, que estão fora da nossa igreja?
Quantos de nós tem uma fruição de arte (música, cinema, teatro, etc) que não se restrinja a aquelas que nos são apresentadas nos cultos?
E porque quando algum membro decide fazer um aniversário e convidar apenas os mais chegados por razões financeiras, é julgado como um rompante da comunhão da 'galera'. Será que a pessoa que vai bancar seu próprio aniversário não tem o direito de ter as pessoas mais íntimas perto de si. Até Jesus fez isso, não? (Marcos 9. 2-10)

Como conseguimos ser tão redutores e nos apropriar de tudo que nos é intrínseco como human@s e pseudo-espiritualizar tudo? Assim perdemos totalmente o vínculo com as pessoas que nos cercam, principalmente (e talvez unicamente) daquelas que não crêem no que cremos.

E também perdemos o vínculo com a verdade da palavra , porque a transfiguramos em coisas que não são essencialmente a bíblia. Ou seja, cantar música secular é pecado, e transformamos a música em divindade, enquanto banalizamos os corinhos e música da igreja cantando em qualquer situação sem a devoção necessária (não me entendam mal, não quero ser radical por outro lado, mas é um ótimo exemplo) pois só 'podemos' cantar esse repertório.

Isso é uma discussão preliminar, tem muita coisa pra falar sobre isso...

Mas é isso galera, detesto essas postagens de desabafo...mas talvez precise de uma dessas até pegar no tranco e escrever mais por aqui!

E FICA A PERGUNTA, SERÁ O NESTOR IRMÃO DO LOBÃO (VIDE FOTO).






3 comentários:

Vagner Senabio disse...

Achei muito interesante esta postagem..mas me senti de certa forma atingido...Primeiro porque nutro amizades verdadeiras com pessoas fora da igreja, gosto de musica (naun sei se reggae pode ser considerado somente musica), teatro (pena naun ter grana pra ir) e cinema (acabei o PV agora sou livre...hehe). Segundo porque sou um defensor de que se vc está desfrutando o tempo todo da compania das pessoas no seu ambiente social (dae cabe a cada um expandir ou restringir o seu)elas devam sim, por educação pelo menos, serem convidadas a estar em sua alegrias festivas...ah dinheiro!!!eis ai a raiz de todos os males...se o meu proximo esteja lá quanto longe ele estiver das minhas afirmações "afinitivas" ainda assim é o meu proximo...ah dinheiro!!! já dizia os mais sábios (velhos)que em prato que come 10, 20 comem...ah sim mano Gabriel (e digo mano pq é assim que te considero...)Jesus naun fez destinção naun...apenas trouxe pra si aqueles que talvez tivessem com ele menos "afinidade"...disse ele um dia...venham e aprendam de mim que sou manso e humilde de coração..." oh João pq vc quer que desça fogo do céu e consuma os outros...Oh Pedrão quem mandou vc arrancar a orelha de malcon...ah entendi pq Jesus os trouxe mais pra perto de si...bendita afinidade...

Gabriel Moreira disse...

Oi Vagner!
Poxa cara ... que pena que só li seu comentário agora. Não foi nada destinado a você. Na verdade, como lhe disse ontem, foi uma situação na qual você foi vitimado.
Não sei se concordo com o que escrevi na época.
Ainda acho humanamente impossível e deveras desgastante para uma pessoa contemplar todo grupo de jovens quando faz uma festa com a sua própria grana, e mais, representando assim que tem laços iguais com todo mundo. O negócio é que , por enquanto, isso ainda é factível , pois não temos mais de 50 e poucas pessoas no grupo, mas quando o grupo se multiplicar essa dificuldade básica vai aumentar muito e se não aprendermos agora a entender, vai ser difícil depois.

Acho que deve ter coisas na igreja para todos os que frequentam, mas as iniciativas particulares das pessoas devem ser respeitadas.

Abraço!

Gabriel Moreira disse...

ah, um porém. Se o motivo de certas pessoas não participarem de festas alheias não for a relativa falta de afinidade com o anfitrião, mas contendas particulares, acho que a coisa deve ser vista de outro modo , não de incluir a pessoa na festa de outrem, mas de tratar os problemas entre as partes...o que de fato é a proposta cristã.
gabz

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Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.

Gabriel