Estava aqui bastante contente com mais uma tentativa de sucesso da diplomacia brasileira - e turca - no Irã. A conversação ontem pareceu não tocar no assunto do enriquecimento de urânio, mas hoje de manhã nos principais sites de notícias brasileiros, o sucesso do acordo já era comemorado.
E eu comemorei também.
Afinal é isso que se faz quando uma das nações mais desalinhadas com a política externa ocidental abre-se para iniciativas pacíficas e de diálogo.
Mas me parece que esse início não foi o suficiente para as potências ocidentais. Senti rapidamente um frio na espinha. Pensei que o cão farejador de Bush tivesse sido emprestado a outros líderes e havia encontrado armas de destruição em massa no Irã também. (ah, não! era só um osso...ou melhor várias ossadas.)
Nunca me pareceu mais claro que a educação que se dá a certos políticos é péssima. E também nunca me pareceu mais óbvio o clichê dos professores de história: "o estudo da História nos ensina sobre o passado, para que ajamos melhor no presente, e tenhamos um futuro diferente do nosso passado" seja mais verdadeiro. Acho que não tiveram História na Escola, os senhores do Conselho de Segurança da ONU.
Mas, na verdade, eu não sei se a matéria que faltou a tais diplomatas das (im)potências ocidentais foi necessariamente o estudo da História. Talvez a matemática e a lógica cartesiana não tenham feito parte de seus currículos. O método científico prova que onde não há alguma coisa, tal coisa não pode haver; por mais que muito se queira que tal coisa existisse (a fim de se justificar uma guerra de quase uma década). Nesse caso um pouco de biologia ajudaria, mais precisamente o estudo da biogênese - teoria que prova que não pode haver vida sem que haja vida anterior, logo sujeira demais nos cantos dos armários não "cria" baratas. Adaptando, muçulmanos, árabes e barris de petróleo NÃO dão surgimento a Armas de Destruição em massa, necessariamente.
Agora sim, acredito que esse capitães do mato neo-liberais tenham estudado muito bem Geografia. Sim, a ciência que mais lhe interessa. Afinal, como saber onde encontrar Armas de Destruição em Massa a não ser que se saiba onde há riqueza minerais e estratégicas?
Bom, eu sou professor de Música, talvez se tivessem aprendido a música de outras culturas crescesse dentro desses senhores o respeito pela humanidade "lá fora".
Fora deles mesmos.
Bom, eu continuo a comemorar. Até o momento tudo está como estava quando li a notícia: Brasil, Irã e Turquia em acordo; EUA, Reino Unido e França estudando aumentar as Sanções contra Teerã, e minha vó fazendo o almoço.
Mas o que esperar desse mundo onde Teerã aparece como erro ortográfico no meu editor de texto?
Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
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Um comentário:
A comida do meu almoço não foi uma das melhores, também :)
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