Na Bíblia lemos que Deus é amor. Ora, se Deus é infinito e insondável, o que dizer do Amor com o que Ele se identifica?
Para os mais românticos, talvez dizer que o amor é uma decisão seja duro. Talvez para a vítima de traição depois de longos anos de casamento feliz não seja tão difícil assim.
Para os pragmáticos (ou 'politicamente corretos' ) dizer que o amor é um sentimento é uma blasfêmia - enfim, como Deus, sendo imutável, se compararia a um sentimento, que pudesse variar de acordo com as disposições dos corações das pessoas? Entretanto, para as vítimas de casamentos formais e/ou de contrato - pessoas de carne e osso - o amor que lhes falta é o sentimento negado.
Definitivamente, definir o amor é complexo. A definição mais próxima que consigo obter é misturando todos esses conceitos, e personificando-os em alguém.
Amor é um sentimento, vindo da decisão de alguém de se importar com quem quer que seja custe o que custar. Essa é a essência de Deus; é a essência da sua pessoa.
Diferente de outros sentimentos como paixão, ira, misericórdia, o amor é extremamente pessoal e relacional. Só é completo quando pode se dar verdadeiramente -ou seja, quando é recebido por outrem.
Essa dupla cidadania do amor - sentimento e atitude (disposição) - é o que torna tão complexo e maravilhoso.
No amor, não posso sentir sem agir, nem tão pouco agir sem sentir. É a plenitude da pessoa que se põe em jogo para se amar, senão não é Amor.
Amor, só sabe o que é quem já sentiu.
No Amor, que é Cristo
Gabriel.

Um comentário:
Muito bom o texto, concordo contigo e acrescento que, pra quem acha que não "consegue" amar uma pessoa, aconselho dar uma chance.
Por que acredito, e posso dizer que sei, que esse tipo de coisa vem com o tempo, com momentos bons. Não é nada místico ou de outro mundo.
Abraço!
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