Exercito de Salvação

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa com Jesus (Luz).

Pois é galera, quando eu digo que a mensagem de Cristo não tem nada a ver com a fundamentação moral da nossa cultura ocidental, tem gente que discorda.
Mas todos os sinais que recebo confirmam esse pensamento: nos Estados Unidos chamam o Natal de Xmas, colocando o 'X' no lugar de Cristo, e o Brasil segue a tendência americana (em tudo, inclusive nos tiroteios escolares...).

Li uma matéria no site Msn.com, que relatava a comemoração da páscoa por alguns atores globais. A unica menção 'religiosa' era dos judeus que comemoravam a Páscoa judaica, a 'Pessach'. Eles articulavam elementos de cultura, tradição e 'valores' (um termo extremamente vago quando inserido nessa sopa pós-moderna que é a cultura ocidental) e falavam da tradição judaica.

Eu lia, procurando algo parecido com um relato de uma comemoração cristã. Afinal de contas, se comemoramos a Páscoa enquanto ocidentais, é pelo seu valor na tradição cristã, da vitória sobre a morte que Jesus Cristo oferece, com a sua ressurreição. Acabando um pouco minha paciência, digitei na opção 'localizar' o termo Jesus. E encontrei. Encontrei uma menção a Jesus Luz, o ex-namorado da Madona, que comemorava a Pesach judaica por fazer parte da Cabala, como a cantora.

Inacreditável. Parecia sintomático. Não se fala em lugar algum, na grande mídia, da Páscoa Cristã, como morte e ressurreição de Cristo. Quando não se opta a falar de futilidades consumistas e se tem uma abordagem religiosa, se fala da tradição judaica, de 'cultura', valores de antepassados, de moralidade circunstancial. Mas falar do 'grito do sofrimento' de Cristo não se fala. Porque não vende nem a alegria fictícia que a sociedade comemora, nem a religiosidade vazia, ecumênica, que alimenta a profunda carestia espiritual  das pessoas.

Talvez argumentem que o que falta é a alegria: "se falar de morte? Qual é! Não há assunto que queiramos mais evitar! Vivemos em um mundo 'higienizado da morte'. Vamos viver para sempre". É essa a ilusão que já se incorporou ao discurso de muitos: 'viva la vida'. Objetos, músicas, moda, estudo. Não falamos da realidade pessoal da morte. Em nossa sociedade vacinada contra Cristo, a Páscoa é um tema ainda mais aterrorizante.

Dizem que falta 'alegria', na tristeza da paixão e morte de Cristo. Eu, porém, lhes digo (parafraseando a chamada famosa de Jesus) que não encontraram jamais a verdadeira alegria da Páscoa (e da sua vida) se não enfrentarem o medo aterrador da morte. Ao fazerem, encontraram consigo Cristo - vivo, ressuscitado - e compreenderão que durante todos esses anos, a festa cristã era de verdadeira alegria, e não de luto. Compreenderão que só se vive profundamente a alegria da vida após se chorar a tristeza da morte.
Morrer para si mesmo e renascer para o Outro. Morrer para si mesmo e renascer para o Amor. Morrer para si mesmo, e nascer para Deus.

Feliz páscoa.

Um comentário:

Martafm disse...

É isso aí...bom ter alguém que comente, que esclareça...com certeza vai encontrar pessoas que contestam, mas não expressam! Marta

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Gabriel