A preocupação com a sobrevivência na contemporaneidade é tão grande que os poucos momentos dedicados especialmente à reflexão são interpretados, muitas vezes, como perda de tempo em que 'algo útil' poderia estar sendo feito. Isso torna em vezes a prática docente - a de instigar a promoção da curiosidade do 'senso comum' a um estágio crítico (curiosidade epistemológica diria Freire) - um trabalho altamente complexo. Entretanto, a atividade docente também promove a sobrevivência (uma profissão), na qual o ato de refletir é completamente útil. Parece que não temos conseguido comunicar isso aos nossos estudantes: enquanto causamos estranhamento ferramental para gerar liberdade de pensamento também estamos ensinando uma profissão. Uma boa profissão, diga-se de passagem. O estudante quando rejeita o convite a um outro olhar está rejeitando, no mínimo, duas coisas: 1) a aprendizagem do conteúdo proposto ( e se crê quem não tem nada a aprender realmente está perdendo tempo - não na sala de aula, mas no planeta terra) ; 2) o metiê de uma profissão.
Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
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