Exercito de Salvação

domingo, 3 de janeiro de 2010

Lula , O filho do Mundo.

Olá Pessoal! Estou postando um texto que o prof. Fábio enviou, do jornalista Paulo Nassar. Muito interessante! Abraços!

O Filho do Mundo

Paulo Nassar
De São Paulo



Le Monde, El País, Financial Times são alguns dos jornais deste mundo cujas opiniões contam. Suas palavras assentadas na reputação intelectual e profissional legitimam ou não fatos ocorridos no âmbito político, econômico e social. Esses três jornais europeus, neste final de ano, colocaram o presidente Luís Inácio Lula da Silva no topo de suas listas de personalidades do ano. O "filho do Brasil" transforma-se em "filho do mundo".
O fato parece ter incomodado os jornais mais relevantes por aqui. Talvez digiram mal outras visões de mundo, que nos chegam com velocidade e sem controle.
Em outro tempo, as notícias sobre essa distinção internacional do presidente Lula demorariam semanas para atravessar os mares e chegarem para poucos. Agora, em um clique, milhões, ficam sabendo que, para muitos, lá fora "Lula é o cara".


Para a mídia tradicional brasileira só resta publicar, no outro dia, as boas e más notícias. Mas o atraso tecnológico midiático poderia se transformar em oportunidade: interpretações e opiniões competentes, embasadas em boa informação, a favor e contra, sobre os fatos do dia anterior.
A mediação que a imprensa nacional fazia entre o mundo e o Brasil enfraqueceu e perdeu a razão de ser. Hoje o brasileiro alfabetizado vai direto aos grandes veículos de comunicação internacionais e interage pela internet com a constelação formada pela rede social. E, a partir daí, cria sua opinião.
Ainda sobre Lula, "o cara", a notícia nacional é quase sempre uma opinião, que beira o esboço. Um estado jornalístico insustentável, frente a um tipo de leitor, cada dia mais bilíngüe, que já não casa com um determinado veículo de comunicação "até que a morte os separe".


As novas extensões do homem, articuladas a partir das inovações tecnológicas e do novo social, transformaram a criação, a produção e as formas de comunicação e de relacionamento. No novo ambiente sócio-tecnológico é irrelevante pensar nas questões relacionais e comunicacionais, entre elas as notícias, a partir de um instrumental superado e adequado às guerras delineadas em territórios definidos, defendidos por tropas identificadas e dependentes quase exclusivamente de máquinas e orientadas por um comando e controle centralizados.


A notícia circula cada vez mais em um universo sem centro e sem periferia. Quem discorda, por exemplo, dos rankings dos jornalões europeus, têm liberdade e tecnologia para criar suas próprias listas. Você se anima?
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Paulo Nassar (São Paulo, 1953) é jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e diretor-geral da Aberje - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

É também autor de vários livros, entre eles O que É Comunicação Empresarial (Editora Brasiliense), A Comunicação da Pequena Empresa (Editora Globo), Tudo é Comunicação (Lazuli) e Relações Públicas na Construção da Responsabilidade Histórica e no Resgate da Memória Institucional das Organizações (Difusão Editora).

5 comentários:

Eder Barbosa de Melo disse...

O Lula tá com muita moral mesmo lá, vi numa reportagem que os índices de popularidade dele são maiores que do próprio Obama.

Recebi sua mensagem, sim há algum tempo sou lider do ministério de louvor, mas esse ano está havendo uma mudança na liderança da igreja e possivelmente estarei "assumindo" outro departamento.

Li a critica do Ariano Suassuna sobre forró, vou divulgar no meu blog, o http://recortecotidiano.blogspot.com e coloco seus créditos. Depois dá uma conferida. Abraço.

Gabriel Moreira disse...

Oi Eder!
Poxa cara, que o Lula era mais popular que Obama eu não sabia, mas poderia imaginar, ainda mais depois do Nobel da Paz e do CPO-15 (que foi um fiasco pra variar).
Sobre o ministério, que tipo de coisa você fazia por lá, era instrumentista, cantor, regia o coral, organizava a banda, etc? Pergunto porque talvez haja algo que possamos compartilhar.
Procurei seu blog mas não tinha encontrado nos seus sites, e mandei aquela mensagem pelo friendconnect ao invés de postar no blog, mas vou conferir sim! Abraço!

edpaegle disse...

O Lula é mais popular fora do Brasil do que aqui dentro. Sobre o filme eu ainda não ví, mas estou curioso. Uma questão ética pertinente é saber se o filme teve incentivo cultural ou não?

Gabriel Moreira disse...

Oi Duda!
Então, me parece que teve incentivo cultural sim. Provavelmente dá pra ver algo sobre isso na wikipédia. É meio complicado, mas acho que não dispositivo legal que impeça isso, até porque ele não concorrerá a eleição. Mas eu sou bem suspeito para falar disso, já que sou simpatizante do presidente.
Abraço!

Gabriel Moreira disse...

Oi Duda. Sobre o patrocínio do filme Lula - o Prof. Fábio vrificou que tal patrocínio não existiu . É importante notar esse fato. Abaixo, o texto do Fábio:

Oi Gabz,

Na abertura do filme numa tela preta com letras brancas afirma que o filme não recebeu nenhuma ajuda de Lei de incentivo a cultura, seja ela municipal, estadual ou federal, mas que o filme foi bancado pr um Pool de empresas privadas, dezenas ... entre elas por exemplo a Grendene (sandálias) e não houve apoio de nenhuma empresa Estatal, como BNDES, Petrobrás, BB, Caixa; todos os patrocinadores são empresas privadas. Logo aquele mito caí pr Terra!!!

Um abraço.Té+.

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Gabriel