Exercito de Salvação

sábado, 12 de março de 2011

Algumas palavras bem minhas sobre o acampamento de carnaval

Olá amig@s,
Gostaria de compartilhar algumas palavras sobre o acampamento de carnaval que fizemos no Parque Estadual do Rio Vermelho. Algumas supérfluas outras mais profundas. Primeiro, às supérfluas :-).

Primeiro, foi um acampamento, e não, propriamente, um retiro. Sim, porque apesar de termos nos 'retirado' do meio comum do dia-a-dia, usamos barracas, então, tecnicamente, acampamos - ficamos no campo. Isso por si só deu um tom saudosista ao acampamento, lembrando um pouco outros fizemos a alguns anos atrás, num dos quais conheci a minha noiva. Ponto positivo :-)

Segundo, foi um acampamento para os 'da casa', mas ainda assim tivemos alguns de fora. Logo, teve o elemento 'novas amizades' o que compensou o fato de não ter podido ir ao Congresso da Juventude Batista de Florianópolis (por falta de grana e outras prioridades mais em vista, como minha mudança pra SP, por exemplo). Se pensarmos que cada um de nós consegue aprofundar uma conversa com 2 ou 3 por retiro, qualquer que seja o número de seus participantes, corrobora a ideia de que ter ido ao CONJUBAF ou ao acampamento da igreja local é equivalente nesse aspecto (é claro que não estou considerando o fato de que teria muita gente especial e única que poderia ter conhecido no CONJUBAF...mas acho que nenhuma delas pagaria minha inscrição, e talvez eu não tivesse tão afim assim de conhecer ninguém novo, isso não é pecado).
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Tá, agora a coisa mais importante, o que foi dito e pensado por lá. A Missionária Nidia Caldas - a.k.a Bugra - falou sobre sua experiência de evangelismo entre os Hippies da Praça XV e no Projeto Siloé, onde presta auxílio aos internos do Hospital Nereu Ramos, muitos em estado terminal. Falou sobre o amor cristão - que imita ao de Cristo, no sofrimento, entrega, fé e paciência. Eu assumi o compromisso de procurar amar indistintamente ao meu próximo, e já na primeira semana (porque não dizer no primeiro dia de retiro?) tive a oportunidade de exercer isso e sentir a dificuldade presente nessa atitude, principalmente no meio da igreja e na familia. Na igreja, porque lidamos com diversos 'egos ou eus' particulares , com suas visões acerca das coisas  do Alto (as vezes bem aqui de baixo mesmo) e na família pela nudez das relações, pela incapacidade de se usar máscaras na lida diária e pela vulnerabilidade que usualmente se sente nas relações mais próximas. Mas, dentro do que a Bugra disse, o amor deve se prestar a ir mais longe, a quem odiamos ou àqueles a quem o amor e compreensão são negados constantemente, os excluídos.

Deixem-me desenvolver um pouco o que penso sobre os excluídos. Identifico dois tipos de exclusão, acredito que de natureza muito diferente, a exclusão social e a exclusão espiritual.  Apesar de freqüentemente a igreja incorrer na primeira espécie,  as instituições religiosas são as únicas que podem exercer o segundo tipo, muito mais cruel. Enquanto na exclusão social nos afastamos da pessoa pela repulsão que temos pelo seu modo de vida ou por medo do que possa nos causar (afinal, acredito que todos nos sentimos um pouco culpados por 'permitir que alguém passe por aquelas privações), na exclusão espiritual afastamos a pessoa de nós por acreditarmos que sua conduta é danosa demais para nós ou para os nossos, que possa manchar nossa reputação religiosa ou ofender a Deus o fato de que aceitamos em nosso meio pessoas, como 'desvalorizando' a nós mesmos. Ela é mais cruel do que a exclusão social porque ataca o cerne da missão da igreja, incluir aqueles a que Deus quer trazer para si, a saber, os loucos do mundo. Diversas parábolas de Cristo falam exatamente sobre o amor de Deus àqueles que a sociedade rejeita. A única coisa que 'justifica' essa posição dentro da igreja é a falta de compreensão de quem Deus é de quem nós somos. De quem Deus é porque Ele é gracioso e longânimo, e o verdadeiro juiz. Falta de compreensão de quem nós somos, porque somos pecadores, falhos, e não temos condições de julgar a ninguém (no sentido de condenar, e não de ponderar acerca de algo). Nos achamos muito perfeitos para chamar aquela pessoa de algum de nós, da nossa família. É claro que ninguém admite isso, mas é dessa forma que agimos frequentemente. E é o tipo de coisa que tentamos fazer valer na vida dos outros, e não na nossa; caso contrário seríamos excluídos da comunhão todos nós, e envergonhados, nos sentiríamos como aqueles que excluímos.
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Mas quero abreviar e dizer que as palavras do Charles Ramos, nosso outro preletor, também foram desafiadoras, sobre a unidade de mente e coração para o cumprimento do propósito do corpo de Cristo. Penso que não devemos forçar a unidade na direção de um lider ou de alguém influente, mas na direção do Espírito e com os olhos nas palavras de Jesus procurar a sua vontade específica para a nossa vida.
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Estou em São Paulo adquirindo os ítens da minha nova casa e me preparando pro começo do doutorado. Desejo a todos os irmãos e irmãs da juventude, meus amigos de infância e agregados, as mais ricas bençãos de Deus, e principalmente, a perseverança.

Abração!

Gabz

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