Meus caros amigos e amigas, apresento-lhes mais um post explicitamente cristão. Sim, porque o tipo de problema que irei abordar hoje é exclusivamente daqueles que se prestam a andar no caminho de Cristo via igreja com 'i' minúsculo. Há aqueles que dizem seguir a Cristo sem a necessidade de uma igreja - mas eu estou entre os mais fracos, aqueles que admitem como é saudável ter uma família cristã para fortalecer e manter a fé em Deus, em tempos de secularismo tão acirrado.
Nesse pequeno 'briefing' do texto, já expus duas coisas que acho importante na escolha de uma igreja, que por sua vez expoem o que eu penso que deva ser igreja: 1) uma família, 2) família que se distancie do padrão secular de 'vida' e de 'essência' que é propagado diariamente por nossa TV, nosso PC, ou mesmo nossos familiares e amigos mais descuidados.
Ver a igreja como família é fundamental para que se fomente o amor genuíno de Deus, que é um Pai, e não um patrão. Acredito que se não houver relacionamentos sinceros entre os participantes de uma comunidade cristã, todo seu propósito - esclarecer a paternidade de Deus em nossas vidas e a nossa própria irmandade, como Seus filhos - fica desacreditado.
No segundo ponto, A igreja precisa se opor abertamente contra o secularismo de 'fora' e o de 'dentro'. O secularismo de 'fora' é o modo de ser/viver que move as engrenagens do nosso sistema consumista e segregador, que gera a exclusão social e impede a reflexão das pessoas a respeito da sua responsabilidade com o próximo e com Deus (afinal, quem tem tempo para parar para pensar?). Quando os membros de uma igreja colocam os objetivos particulares em franca oposição aos do Reino de Deus, ainda podemos ter companheiros dentro da igreja, mas não irmãos.
O secularismo 'de dentro' é tão danoso quanto o 'de fora', mas é ainda mais subversivo por parecer integrar nossa fé, como algo que sempre esteve lá (mas se você ler a Bíblia, verá que nunca esteve). Uma igreja que se deixa tomar pela burocracia, pelas relações de compadrio e de preferência está minada e nasce com o prazo de validade decretado. É trazer os valores de fora da igreja para dentro dela, numa 'perfeita simbiose'.O secularismo 'de dentro' dá valor exacerbado a tradição, o que dificulta a renovação da mente que nos torna filhos de Deus ativos no nosso contexto cultural e social. Também há uma terceira espécie do secularismo dentro da igreja, que tem sido um vírus na igreja evangélica brasileira, o secularismo 'de fora' 'pra dentro', onde se trazem não apenas os mesmos princípios do secularismo 'de fora' (a exclusão dos 'desinteressantes', a lei da oferta e da procura, etc) mas como os mesmos métodos e ações: marketing, abuso de poder , com a finalidade de enriquecer aqueles que alegam ser tudo em nome de Deus.
Uma igreja que é família e não se acomoda aos princípios 'deste século' mas aos de Deus (como diria Paulo), é, para mim, uma igreja que eu frequentaria. Pode ser pequena, ou grande, com uma orquestra ou apenas um instrumentista, com um doutor em divindade ou um pregador leigo; o que me interessa é sentir a presença de Deus através da realidade de pessoas sinceras que desejam ser luz sabendo que em si, não são.
Glória a Deus
Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
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Um comentário:
Acabo de vir de um culto de uma igreja que vive exatamente isso que eu disse no último parágrafo. Deus é muito bom. Escrevi isso apenas a poucas horas e pude sentir isso na pele. Glória a Deus.
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