A internet é maravilhosa. Já me disseram que em outros tempos fazer o que fiz - me mudar para estudar em outro estado - condenava as pessoas ao ostracismo com relação às amizades e família que deixavam no estado de origem. Ligações de telefone (caríssimas), de orelhão - para quem não tinha o luxo anterior -, cartas e telegramas eram os elos que ligavam essas histórias durante o tempo da separação.
Hoje em dia estou a apenas alguns cliques dos corações dos meus familiares e amigos - e dependendo da operadora de celular, apenas a 25 centavos (risos). Posso compartilhar com eles detalhes de meu dia, a ponto de que me parece, às vezes, que estou mais próximo dos seus sentimentos e dos seus anseios cotidianos do que estive por alguns dias, enquanto fisicamente presente.
Entretanto, já tive essa reflexão anteriormente, quando estava em casa; o tanto que a internet pode nos aproximar dos distantes, pode nos afastar dos próximos. É o seu potencial de subverter tempo e espaço. Algumas vezes a vida é tão mediada pela tecnologia - principalmente pela informática - que nos deixa incrivelmente acomodados com uma superficialidade de relacionamento vergonhosa, onde o esconder do rosto por trás do computador permite que postemos fotos sorridentes nos nossos perfis, mesmo quando estamos passando por uma barra pesada.
Sim, a internet é maravilhosa. De fato, estar sozinho, por aqui, seria bem mais árduo se não fosse a presença, ainda que virtual, de minha familia e de vocês, meus amigos, nesses nossos diálogos cotidianos, pelo Facebook, blogs e similares. Mas esse é o lado bom da internet. Não esqueçamos que o adjetivo 'maravilhoso' é amoral, ou seja, pode ser usado pra descrever coisas boas ou ruins. É uma potência para ser incrível: incrivelmente bom ou incrivelmente mal.
Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
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Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!
Vamos tentar rir juntos, também.
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Gabriel
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3 comentários:
Fica uma perguntinha: Será que existe saudade virtual?
Boa pergunta. Acho que dá pra postar algo a respeito. Mas a princípio acho que toda a saudade se estabelece numa virtualidade: o ente que te faz sentir não está presente, atual, com você.
Dependendo do ponto de vista em questão...
A saudade é uma sensação, uma estesia intrínseca nas pessoas que se amam ou amam determinadas coisas. Acho que o valor simbólico da saudade aplica-se nesta essência, isto é, naquilo que sentimos, nos traz lembranças. Se virtualmente estamos sujeitos a isso, podemos ter saudade virtual.
Referente à postagem sobre a internet...é realmente interessante este assunto. Hoje em dia a internet tem sido um meio favorável (e às vezes desfavorável!) nos relacionamentos. Pode tanto aproximar, pela sua conveniência, quanto desaproximar no campo real ou físico.
Usemos para o bem...
Que não nos seja má-ravilhosa, mas sim maravilhosa, sem o hífem capcioso
*-*
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