Exercito de Salvação

quarta-feira, 30 de março de 2011

Poema pós-moderno

Não há rumo! Sem prumo
Anda a linha da vida
perdida no fumo
De batalhas não-travadas
De lutas mal lutadas
De lutos não sofridos
De um tempo não vivido.

Quebrou-se o credo
Que a anos sigo, persigo
prego.
Quebrou!
Sob a verdade nunca dita
Pela mentira não admitida
Sob o orgulho tolo, de poucos
Pelos aforismos de loucos.

Ah! Mas minto se digo que saudade tenho
De girar o engenho, esse, que move o mundo.
O que é o mundo afinal,
Quando foi alguma coisa?
Apresente-me esse, esse mundo que de mim se ressente
Por tê-lo abandonando às costas
De fiéis menos displicentes.

Liberdade, prisão
Insegurança, consolação
Enfim, a paz de não-ser!
De não se procurar no cosmo
(Pois não há lugar em que eu deva estar)
Eia, pouco importa se digo a verdade ou minto
Vivo, e nada sou e nada sinto!

Gabriel Moreira

5 comentários:

Igreja Batista Central de Novo Hamburgo disse...

Lindo o poema mano, é de sua autoria?

Anônimo disse...

Gabriel...
Esse trecho do poema tem tudo haver com meus questionamentos.
"Quebrou-se o credo
Que a anos sigo, persigo
prego.
Quebrou!
Sob a verdade nunca dita
Pela mentira não admitida
Sob o orgulho tolo, de poucos
Pelos aforismos de loucos."
É incrível mas o silêncio tão vital como a música me deu uma nova visão do meu próprio mundo e sinto assim com escreve esse poema em relação a muitas coisa na vida.

Gabriel Moreira disse...

Oi Denison. O poema é de minha autoria. Escrevi ontem a noite! Obrigado!

Aida disse...

Oi Gabriel
Nossa, que poema profundo!
Gostei muito! Não to puxando saco não, mas me lembrou o Drummond... tem um poema dele que diz que vc nao pode escrever o que sente, isso não é poesia, mas vc tem que penetrar no reino das palavras e levar a chave para encontrar e escrever os poemas que esperam ser escritos. Acho que esse foi o seu caso!

Muito legal, parabéns! =)

s2
Aida

Gabriel Moreira disse...

Oi Aida.
Fiquei lisonjeado com a lembrança do Drummond (e não o pai do Arnold, risos).
Brincadeiras a parte, sua citação é linda e trás à tona um mistério das palavras que tem me intrigado, cada vez que escrevo alguma coisa. Dizem que a música existe antes do compositor a escrever, mas sinto isso muito mais na poesia! (talvez porque sou totalmente intuitivo nessa arte...rs).
Abraços!

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Gabriel