Não há rumo! Sem prumo
Anda a linha da vida
perdida no fumo
De batalhas não-travadas
De lutas mal lutadas
De lutos não sofridos
De um tempo não vivido.
Quebrou-se o credo
Que a anos sigo, persigo
prego.
Quebrou!
Sob a verdade nunca dita
Pela mentira não admitida
Sob o orgulho tolo, de poucos
Pelos aforismos de loucos.
Ah! Mas minto se digo que saudade tenho
De girar o engenho, esse, que move o mundo.
O que é o mundo afinal,
Quando foi alguma coisa?
Apresente-me esse, esse mundo que de mim se ressente
Por tê-lo abandonando às costas
De fiéis menos displicentes.
Liberdade, prisão
Insegurança, consolação
Enfim, a paz de não-ser!
De não se procurar no cosmo
(Pois não há lugar em que eu deva estar)
Eia, pouco importa se digo a verdade ou minto
Vivo, e nada sou e nada sinto!
Gabriel Moreira
Bem vindo ao "Pensar não é pecado": o juntar de uma miscelânea de coisas que me interessam pessoalmente; textos sobre arte, música, poesia, fé na humanidade e teologia cristã, entre outros temas. A proposta desse blog é ser um espaço para livre exposição de ideias, de produção artística e de compartilhamento, além de manter contato com amigos próximos e mais distantes. Um abraço a todos, e sejam bem vindos!
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Gabriel
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Gabriel


5 comentários:
Lindo o poema mano, é de sua autoria?
Gabriel...
Esse trecho do poema tem tudo haver com meus questionamentos.
"Quebrou-se o credo
Que a anos sigo, persigo
prego.
Quebrou!
Sob a verdade nunca dita
Pela mentira não admitida
Sob o orgulho tolo, de poucos
Pelos aforismos de loucos."
É incrível mas o silêncio tão vital como a música me deu uma nova visão do meu próprio mundo e sinto assim com escreve esse poema em relação a muitas coisa na vida.
Oi Denison. O poema é de minha autoria. Escrevi ontem a noite! Obrigado!
Oi Gabriel
Nossa, que poema profundo!
Gostei muito! Não to puxando saco não, mas me lembrou o Drummond... tem um poema dele que diz que vc nao pode escrever o que sente, isso não é poesia, mas vc tem que penetrar no reino das palavras e levar a chave para encontrar e escrever os poemas que esperam ser escritos. Acho que esse foi o seu caso!
Muito legal, parabéns! =)
s2
Aida
Oi Aida.
Fiquei lisonjeado com a lembrança do Drummond (e não o pai do Arnold, risos).
Brincadeiras a parte, sua citação é linda e trás à tona um mistério das palavras que tem me intrigado, cada vez que escrevo alguma coisa. Dizem que a música existe antes do compositor a escrever, mas sinto isso muito mais na poesia! (talvez porque sou totalmente intuitivo nessa arte...rs).
Abraços!
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