Exercito de Salvação

sábado, 26 de março de 2011

Poesia ao Trans(i)to de São Paulo



Os fluídos corporais que em mim se encerram,
Não nasceram em mim.
Foram postos lá pelos canos de descarga dos automóveis, ônibus,
que no fim auto-móveis não são,
pois lá dentro há alguém, humano, como eu;
Que acelera, freia, xinga, se exaspera,
fruto do fluído que em seu corpo se encerra...


3 comentários:

Igreja Batista Central de Novo Hamburgo disse...

Interessante mesmo! A gente nunca olha por esta ótica. Gostei do auto-móvel.

Gabriel Moreira disse...

Oi primo! Valeu pelo comentário. Me chama a atenção como parece que nossos corpos se fundem às máquinas que dirigimos. Carros, computadores, etc... Acho interessante essa ligação. Mas o caso do trâsito é peculiar, porque essa muvuca lembra uma grande bolha viva, sem identidade e destino, que deixa todo mundo dentro dela de cabelo em pé... misericórdia!

Igreja Batista Central de Novo Hamburgo disse...

É verdade! Meu sogro diz que são áreas onde temos que vigiar pois a chance de estresse é muito alta: Trânsito, futebol e política.
Mas é interessante como a forma de dirigir fala muito sobre a pessoa.
Posta mais, vamos esperar.

DTA

Seja bem-vindo(a)!

Sinta-se livre pra desenvolver os assuntos aqui. Os próximos textos vão levar em consideração os comentários lidos!

Vamos tentar rir juntos, também.
Sempre é possível.

Gabriel