Os fluídos corporais que em mim se encerram,
Não nasceram em mim.
Foram postos lá pelos canos de descarga dos automóveis, ônibus,
que no fim auto-móveis não são,
pois lá dentro há alguém, humano, como eu;
Que acelera, freia, xinga, se exaspera,
fruto do fluído que em seu corpo se encerra...


3 comentários:
Interessante mesmo! A gente nunca olha por esta ótica. Gostei do auto-móvel.
Oi primo! Valeu pelo comentário. Me chama a atenção como parece que nossos corpos se fundem às máquinas que dirigimos. Carros, computadores, etc... Acho interessante essa ligação. Mas o caso do trâsito é peculiar, porque essa muvuca lembra uma grande bolha viva, sem identidade e destino, que deixa todo mundo dentro dela de cabelo em pé... misericórdia!
É verdade! Meu sogro diz que são áreas onde temos que vigiar pois a chance de estresse é muito alta: Trânsito, futebol e política.
Mas é interessante como a forma de dirigir fala muito sobre a pessoa.
Posta mais, vamos esperar.
DTA
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